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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Apesar de tudo



A despeito
Do efeito
Das cinzas
Do vulcão
Chileno

Não obstante
A falta
Que sinto
Do tempo
Ameno
( A manhã
É fria
Feita de chumbo
De chuva
E de ventania )

Apesar
Do vazio
Que tem sido
A vida
( Trincada
Vasilha )

Ainda
Que eu sinta
O vibrar
Dos anéis
Da serpente
( Assustadora
Rodilha )

Ainda assim
De qualquer
Maneira
Acordei:
Estou viva!

26 comentários:

Domingos Barroso disse...

Canto para ti, elevada poetisa e amiga:
"Quando o sol bater na janela
do teu quarto lembra e vê êêê
... (Legião Urbana)"


Abraço carinhoso.

Dilmar Gomes disse...

Querida amiga Zélia, tudo passa: as cinzas do vulcão, o mau tempo, o frio, nossas tristezas, nossa solidão interior, mas o importante é que nos sintamos vivos durante a passagem por aqui.
Ah, aqui em Porto Alegre também está frio, apesar de ainda estarmos no outono.
Um grande abraço. Um bom fim de semana.

chica disse...

E quando estamos VIVAS tudo podemos sempre...LINDO! bjs,chica

Anônimo disse...

Que bom amiga!!!
Bjs.

Toninho disse...

Apesar dela o galo cantou pela manhã e um lindo sol se fez presente e eu posso aqui me deliciar nesta sua arte de criar coisas belas.
Meu terno abraço Zelia.
Nós podemos mais se vivo estamos.
Simples assim.

R. R. Barcellos disse...

- Bom sinal
- Quando a cinza do vulcão
- Para o vôo do avião
- Afinal.

- Abraço, poetisa.

João A. Quadrado disse...

[apesar das cinzas, a serena palavra que sobra do vulcão, tempestade do corpo de palavra adentro, a manhã existe e com ela, o coração que bate, forte palavra adentro]

um imenso abraço, Amiga Zélia

Leonardo B.

Ribeiro Pedreira disse...

viver nas cinzas ou apesar delas

Andre Mansim disse...

ainda bem que aqui não tem vulcão e nem cinzas indesejadas...

Anônimo disse...

Olá, Zélia, amiga!

Até esse "malvado" vulcão, que tem estragado a vida a tanta gente, à Zélia serve de inspiração...
Que melhor sinal de que está bem viva ...?

Abraço amigo; bom fim de semana!
Vitor

silvia zappia disse...

a pesar
de
todo!

mil besos,Zélia*

Andradarte disse...

Isso é desanimo????..Desespero?????....
Beijo

EXPEDITO GONÇALVES DIAS disse...

Lindo texto, Zélia. você nos leva num passeio com suas metáforas anexadas a cada sentimento do ser: o exterior com seu caos, o interior com suas claudicâncias. O cheio e o vazio. E a percepção de que em tudo isso existe vida. Sente-se parte do Universo (vivo)e se declara mais do que viva!
Apesar de tudo...
Abraços!

Cida disse...

E na verdade é isso que importa, não é querida?

Lindo poema.

As cinzas se vão com o vento.

A magia fica.

Beijo grande, e tenha um lindo e luminoso [se for possível], final de semana.

Cida

Andre Mansim disse...

Oi Zélia tudo bem aí?
Aparece nesse blog aqui ó: http://damadomingblog.blogspot.com/
e veja um poema no estilo dos seus que eu postei lá, esse é um blog de uma amiga de infância que eu colaboro, acho que vc vai gostar!

Anônimo disse...

Tanto acontecendo ao redor, e nós no meio, quase estáticos.

Beijo, querida do meu core!

Fernanda Ferreira - Ná disse...

Não há vulcão que impeça a vida de continuar.
O verdadeiro vulcão é mesmo a vida e esse surge do nada ou do tudo que há em nós.
Dessa vontade em continuar acordada.

Bom Domingo, Zélia.
Beijinho

Palavras e Poemas disse...

Sobrevivências...
Ainda que estejamos dormindo, que acordemos para que possamos nos sentir virvos...

Forte Zelia

Sempre muito a dizer nas tuas palavras,
Que sejam os vulcões todos de lavas floridas,
jamais a destruir essa vida feita de sonhos..

Bjs

Livinha

Ps: Ah Bem haja o teu livro a publicar
Que bom. Parabéns, você é guerreira
e eu gosto disso.

Daniela Delias disse...

Viva e escrevendo cada vez mais lindo...
Bjinhos!

dade amorim disse...

Ótimas notícias poéticas!
À espera do livro, esperamos ficar todos vivos =]

Beijo beijo

Tania regina Contreiras disse...

Um vucão e a vida, que corre incandescente...Belo, querida Zélia!
Beijos,

Beth/Lilás disse...

Querida Zélia!
Ainda que o vulcão tenha acordado depois de mais de 40 anos e atrapalhado meu passeio pelo Chile, pois ia justamente para o local onde ocorreu, ainda assim, não deixamos que ele interferisse em nossas vidas e continuamos as férias, porque viver é belo e pode ser incandescente em nossos corações se não deixarmos nos abater pelas adversidades.
um grande beijo carioca

Shaolin disse...

Querida amiga Zélia,
este seu poema é primoroso, já desde a primeira estrofe. (Você com o seu vulcão chileno, eu com o meu vulcão islandês, a vida é mesmo assim...)

Curioso, eu senti um clima meio onírico nele, desde o início. Seus versos continuam me encantando, minha amiga, meus parabéns!

Um grande abraço e uma boa semana prá você.
André

Luiza Maciel Nogueira disse...

Eba!! Poesia alegre e da boa, até sorri :))

bjs

mundo azul disse...

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...sim! Estar vivo e inteiro, já é uma benesse...Tristezas, decepções, são os temperos mais fortes que aguçam o nosso paladar e nos fazem reconhecer as melhores comidas...

Beijos de luz e o meu carinho!!!

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Rosemildo Sales Furtado disse...

Oi Zélia! passando para te desejar uma ótima semana e apreciar mais uma das tuas belas criações. Belo poema.

Beijos e muita paz pra ti e para os teus.

Furtado.