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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O relógio


Ah
Maravilha
O meu
Relógio:
Não marca
Mais
As horas

Há anos
Parou
Bem quando
Registrava
Sete
E cinco:
Seu uso
Prolongado
Destruiu-lhe
O maquinismo

Por que
Não o levo
Ao
Relojoeiro?
Por que
Não solicito
Seu reparo?
Ora
Por ser
Benção
A avaria:
Mantém
O tempo
[Velho
Malfeitor]
Estático
Atado aos
Ponteiros
[Faz eterna
A noite
Faz eterno
O dia]

Ah
Meu
Relógio
Antigo
Que tem
Por único
Objetivo
Manter-se
Afixado
[Para sempre]
À parede
Desgastada
Puída
Trincada
Da sala
Onde
Tenta
Descansar
[Solitária]
A minha
Essência

[Eternidade
Exige
Paciência}

60 comentários:

Cacá disse...

Zélia, você além de levar a gente ao delírio da alma ensina com sábia e linda poesia. Que venham mais e mais aprendizados prazerosos. Meu abraço. Paz e bem.

Chica disse...

Eu me encanto com tua maneira de poeta, tão linda,.Zelia! beijos,tudo de bom,chica

Cris de Souza disse...

és sábia, sabia?

beijo, passarinha.

(relógios servem pra serem destruídos)

Mai disse...

Eles infernizam, Zélia, e o tempo, nem liga pra eles...
Contudo eu ainda confio mais nos analógicos como este teu. Os digitais...ah! nestes eu não confio.

Beijos

Flor da Vida disse...

Amiga quão belos são os seus versos...Profunda e ao mesmo tempo leve, tocante poesia! Aplausos a ti!!! Deixo carinhos a você... Bjsss

HSLO disse...

É muita sabedoria.


abraços

Toninhobira disse...

Não vou deixar de ser redundante em dizer que amo esta arquitetura tão sua, tão linda.Que beleza de reflexão sobre a vida que se quer seguir e de como as vezes nos prendemos.Então amarremos os ponteiros, fechemos os olhos às horas e deixemos que a vida flua.Deixe que meu passado fique ali onde teve sua vida.E assim vou me encantando com este elegante poetar.Meu abraço de toda paz e beijo de luz nestas belas inspirações, com que nos agracia.Muito bom estar aqui e poder vir aqui.

Luiza Maciel Nogueira disse...

e quanta! infinita! Beijos!

MariaIvone disse...

Zélia, você é o máximo, até com relógio de sala faz poema!

Beijo

Lara Amaral disse...

Demais, Zelinha, vc captou a eternidade, o piscar de olhos, o badalar do tempo.

Beijo, querida!

Diana L. Ramos disse...

Zélia , que maravilha poder usufruir de tanta beleza de alma,é preciso ter conteúdo para se tocar em determinados temas e voce trafega por eles com leveza.Adorei.

Geraldo de Barros disse...

nossa Zélia, que lindo, querida. emocionou!

ganhei o dia :)

beijo grande
Ge


p.s li aqui do lado que o conto que te agrada é O Burrinho Pedrês, também me agrada. reli Sagarana esses dias. lindo gosto, poeta!

Ingrid disse...

Zélia,
sábias palavras!
.. " eternidade exige paciencia"..
Que maravilha! amo antiquidades ,pois nos remetem a belas lembranças.
Em teus versos mais sensibilidade..
beijos.

Dilmar Gomes disse...

Olá amiga Zélia, gostei muito do seu poema. Ele é lindo, aliás, lindos são todos os seus poemas!
Lendo o seu poema, lembrei de um amigo que confessou-me certa vez: "no tempo em que eu usava relógio, estava sempre preocupado com as horas, mesmo sem necessidades de sabe-las, e ficava o tempo todo, angustiado, olhando para o pulso"
Um grande abraço.

Priscila Rôde disse...

Sim! Bem melhor assim! rs

Assis Freitas disse...

paciencia de Jó,


abraço

pensandoemfamilia disse...

Oi querida
Gosto muito do formato das suas poesias e de como nos leva a caminhar por suas reflexões.
bjs.

Mirze Souza disse...

Belíssimo, Zélia!

Eu tenho horror a relógios parados, aliás tinha. Agora sei que posso parar o tempo e me eternizer no momento!

SHOW!

Beijos e gratidão por mais um ebsinamento.

Mirze

Pablo Rocha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pablo Rocha disse...

Sensacional, Zélia! A transcendência da sua poesia é certa!

Beijos!

Andradarte disse...

Maravilha.....Sabe que eu tomaria a mesma atitude'...'..Apetece dizer que esse relógio
visualmente, é como o vinho do Porto..
Oxalá as minhas memórias sejam preservadas, como
esse 'feliz' relógio.
Beijo

Eliane Furtado disse...

E eu que tinha mania de relógios, antigos e modernos, joguei tudo fora. Agora não tenho pressa.
Lindo Zélia.

Marinha disse...

Ah, Zélia! Boa maneira essa de aprisionar o tempo bom.
Um beijo, querida.

Glorinha L de Lion disse...

OI Zelia, adoro tudo o que escreve...estou sem tempo totalmente, mas tive que vir aqui olhar as horas e dei de cara com a possibilidade da eternidade! Lindo demais...beijo grande!

mdsol disse...

E do pormenor se faz lição.
Estas palavras que sempre me surpreendem. Minha querida você não faz poemas, você é um poema.

Beijo

Livinha disse...

Caramba!
Me fizeste viajar num tempo.
Onde um relógio de punho consta hora derradeira, inexpressiva.
Não seria um relógio de parede, porque
o tempo não se pode parar.
Mas um punho, onde os batimentos não tem como
mais ~tirar. Baixa de pressão, um ponto que pulava feito bola, que em queda, correu para debaixo de algum lugar...

Viajei minha amiga.
Deixa pra lá...

Me encanta te ler. sempre!

Bjs

Livinha

manuel marques disse...

"Dá-se com a felicidade o que se dá com os relógios; quanto menos complicados, menos se avariam."

Beijinho e bom fim de semana

José María Souza Costa disse...

Belissimo, Zélia. Eu tenho que passar aqui todos os dias, para aprender.
Felicidades Sempre
Fique com DEUS

Rayuela disse...

me inclino ante tus versos, poeta.
tu poema es muy borgeano: tratar la eternidad...


mil besos*

ValeriaC disse...

Zelia é absolutamente encantador seu jeito de fazer poesia... adorei... pairou entre a leveza e a profundidade...
Querida tenha um ótimo final de semana...beijos
Valéria

Eurico disse...

Que seja "eterna a idade" de tua sabedoria.
E não o leves jamais ao relojoeiro.

Aprendi mais um pouco contigo.

Abraço fra/terno.

Em@ disse...

Zélia,
engraçado, tenho um relógio antigo (herança do meu avô), na sala de jantar, parado há anos às 10h menos 1/4... outro na consola da chaminé da lareira, parado precisamente às 7h. não os mando arranjar por esse motivo e porque já não aguentava o lembrar demasiado sonoro do tempo a voar.
beijo, querida.
___________
A sua Heloísa chegou bem?

Solfejando poesia disse...

Merece um beijo estalado por tamanha lindeza!!

;**

Álly

Regina Rozenbaum disse...

Afff Zélia,amigamada!!!
Não me canso de repetir...não as horas, não o tempo...meu encantamento com sua poesia e leitura da VIDA!
Beijuuss iluminados n.c.

Rosemildo Sales Furtado disse...

Ao passar aqui, a gente sempre aprende mais um pouco. Belo poema amiga Zélia.

Beijos,

Furtado.

Cris França disse...

Doce Zélia

que poema encantador, eu adoro relógios antigos, mas como você, parei de marcar o tempo
apenas vivo...um dia de cada vez....e levarei comigo a tua sentença maravilhosa.
"Eternidade exige paciência" bjs querida

Domingos Barroso disse...

Agora cúmplices da tua sabedoria:
o teu relógio (revelador)
e a tua silenciosa parede.

Carinhoso abraço,
elevada poetisa
e amiga.

vitorchuvashortstories disse...

Olá, zelia, amiga!

Que bom que seria se nós pudéssemos controlar a marcha do tempo em função do movimento dos ponteiros do nosso relógio de sala. Umas vezes o poríamos a andar desenfreado, como louco , outras o faríamos parar, simplesmente deixando de lhe dar corda...
Nós elevados ao estatuto de deus kronos cá na terra...!
Linda a imagem usada, e bonito o relógio de sala, que agora gostará de ver andar devagar, devagarinho ... enquanto a ir tiver a sua menina.
Bom fim de semana; abraço amigo
Vitor

http://vitorchuvashortstories.wordpress.com/

Valéria Sorohan disse...

Sabe o que esse lindo poema me lembrou? Um episódio do Sítio do Pica pau Amarelo, onde todos os personagens ficavam presos no tempo. No começo foi super divertido, mas depois ficaram todos entediados.
Mas eu sei de que relógio é esse que vc fala. Eu com meus trinta e poucos anos só quero do tempo um tempo.

BeijooO*

Fred Caju disse...

Zélia, querida. Vou deixar que um poeta muito mais competente fale, assim manteremos a beleza do seu post:

RELÓGIO DE PONTO

Tudo que levamos a sério
torna-se amargo. Assim os jogos,
a poesia, todos os pássaros,
mais do que tudo: todo o amor.

De quando em quando faltaremos
a algum compromisso na Terra,
e atravessaremos os córregos
cheios de areia, após as chuvas.

Se alguma súbita alegria
retardar o nosso regresso,
um inesperado companheiro
marcará o nosso cartão.

Tudo que levamos a sério
torna-se amargo. Assim as faixas
da vitória, a própria vitória,
mais do que tudo: o próprio Céu.

De quando em quando faltaremos
a algum compromisso na Terra,
e lavaremos as pupilas
cegas com o verniz das estrelas.



(Alberto da Cunha Melo)

Solfejando poesia disse...

Querida Zelia, aprecio em demasia o que escreves... Tens um jeito especial na escrita, flui deliciosamente... ofereço-te um selo presente que está em meu blog.

Beijos!

Álly

LUCIENE RROQUES disse...

ola, Belas palavras, aprendizados sabios do tempo expressos na afeição do objeto. Belo!
um abraço!

Lúcia Soares disse...

Relógio de parede tem sempre muitas histórias.
Cansou-se, simplesmente...
Beijos!

Tania regina Contreiras disse...

Ah, querida Zélia, eterniodade exige mesmo paciência.
Bjos

Malu disse...

Menina, para que precisamos das horas... temos sol, lua e estrelas para usarmos no lugar dos relógios.
Um beijinho,menina!

dade amorim disse...

Eternidade e paciência são feitas da mesma matéria.
E teu relógio é lindo. Parece muito com um que tenho aqui, por isso sei bem o que eles representam. Mas gosto muito de ouvir o som de suas batidas.

Beijo!

LUCIENE RROQUES disse...

Obrigda por tuas singelas palavras.É um grnade prazer poder falar contigo! Um abraço!

Dario B. disse...

É lindo, mas resta o passar do tempo, poetisa, Cronos implacável continua a devorar seus filhos. Forte abraço.

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

eu adoro poemas assim! parecem ter o ritmo de um relógio, as palavras mais corretas como a hora certa.
parabéns Zélia!
boa semana pra vc. bjs

Georgia disse...

Zelia, obrigada pela visita.

Você tem o nome daminha mae, rs.


Eu tenho verdadeira fascinacao por relogios antigos, gostode vê-lo e imaginar quantas história vao em suas batidas,quantas histórias vao em seus ponteiros.

Conhecomuitos amigos que te visitam; O caca, a Cica o Alexandre...

Olha, vc disse que gostou muito do meu blog...caso queira uma ajudinha para mudar seu fundo do seu blog... posso te ajudar... nao sei muita coisa mas o que sei gosto de ajudar e fazer as pessoas mais felizes, rs.sei que vc ao me conhece, rs...mas pode pegar informacoes com a Chica, com a Wania...

Um grande beijo

Jorge Pimenta disse...

chave d'ouro é o verso com que encerras esta galeria de imagens (com alguma ironia, convenhamos) sobre o tempo e os seus efeitos no ser humano. sempre lúcida esta querida zélia :)
beijinho terno!

Misturação - Ana Karla disse...

Eu acho um espetáculo esse seu jeito de contar histórias poeticamente.

Tenho um relogio aqui, tipo esse, viajei agora. kkkk


Xeros

Um Poema disse...

....

Amiga,
Concordo completamente. Para quê obrigar essa maravilha a trabalhar?
Os mais novos podem muito bem desempenhar essa função de informar as horas.
É justo que, após tantos anos de trabalho também essa preciosidade tenha direito ao descanso.
Gostei!

Um abraço

Justine disse...

Excelente poema, Zélia! No teu estilo despojado e coloquial, tratas o tema filosófico do tempo de uma forma belíssima, ao mesmo tempo nostálgica e irónica!
Este, um dos teus grandes poemas:))

Batom e poesias disse...

Belíssimo, Zélia!
Poema que literal e metafóricamente, é uma grande lição!

Que benção.
Beijo no ♥

Rossana

carlos pereira disse...

Cara amiga Zélia;
Pudemos parar os ponteiros do relógio, mas o tempo passa inexorável; o importante é sabermos "roubar-lhe" algum tempo e usá-lo para sonhar, para sermos felizes, para contemplarmos as flores que nascem todos os dias para ornamentar nossas vidas.
Gostei imenso do seu lindo poema.
Um beijo.

Márcia Cristina Lio Magalhães disse...

O teu relógio, marcou tempo em mim!!
Porque o tempo dos homens, não é igual ao tempo dos anjos...

beijo amiga,


"Ora
Por ser
Benção
A avaria:
Mantém
O tempo
[Velho
Malfeitor]
Estático
Atado aos
Ponteiros
[Faz eterna
A noite
Faz eterno
O dia]"

Luiz Neves de Castro disse...

Oi, Zélia, Ah! o tempo, tido por Caetano com o mais lindo dos deuses, e que, num dos versos da canção diz: " tempo, tempo, tempo... quando me afastares para fora do teu círculo, não serei, nem terás sido". o tempo é esse deus misterioso, assim como a nuca é um grande mistério para os olhos.
Um afetuoso abraço

Andrea de Godoy Neto disse...

e haja paciência para se fazer essa tal eternidade...

Lindo poema, querida!

na minha casa existem 2 relógios, um de pulso e um de mesa (pequenininho), ambos parados. O tempo que me rege não é esse contado em ponteiros, para este estou sempre desacertada ;)

beijo grande

Robson W. disse...

Que mais dizer... além de tudo que já falaram?! Cheguei atrasado para o melhor elogio .. rs. Fraternal abraço Zélia. =]