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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Sobras


Sou aquela
Que só compra
Na liquidação

Sempre há
Na banca
Alguam coisa
Que
Ninguém quis
E me serve

Casaco
De veludo
Cotelê
Desbotado
Pelo sol
Na vitrina

Bailarina
De resina
Co'a perninha
Esfolada

Almofada
( Mofada )
De macramê

Mantilha
De nhanduti
Amarfanhada

Sapatos
Com saltos
Desnivelados

Livros
Que
Ninguém lê

Relógio
Sem ponteiros
Sem pilha
Sem bateria
Sem valia

Calendário
Do ano
Retrasado

Coração
Estracinhado

(Sou
Pelos quatro
Erres
Do reviver
Sustentável:
Refaço
O tempo
Com papel machê)

27 comentários:

Suzana Martins disse...

Sou aquela que se encontra em liquidação de shopping, aquela de novas velhas roupas. Sou aquela que escreve em giz de cera todo o sentimento, sou até, culpada por rabiscar o papel...

Beijos e beijos querida

✿ chica disse...

Que coisa linda esse jeito de ser...e de escrever!beijos,chica

Assis Freitas disse...

usos e desusos: tem sempre um que nos cabe,


abraço

p.s. parabéns pelo livro, maravilha

Dilmar Gomes disse...

Amiga Zélia, poetisa, cronista do cotidiano. Na minha juventude, eu gostava de revirar os sebos, passava horas revirando velhos livros até encontrar alguma coisa para levar . Naquele tempo, também procurava calças "Lee" velhas e desbotadas nos brics de roupas.
Um grande abraço. Quero adquirir um livro teu.

Cacá - José Cláudio disse...

Oi, Zélia! Um poeta muito bacana, mandou um recado assim pra você lá dos céus:

"Zélia, quando você nasceu
um anjo torto
desses que vivem nas sombras disse:
vai, Zélia, ser gauche na vida."

Abração, minha querida. Paz e bem.

Regina Rozenbaum disse...

Ainda aprendo desse des_uso...por enquanto minha admiração com esse seu, desapegado, jeito de ser!
Beijuuss n.a.

rosa-branca disse...

Olá Zélia, então essa aí não sou eu? Gostei amiga pois por vezes dá-se tanta importância ao supérfluo e não se ligam a outros valores não palpáveis. Refaz o tempo a escrever coisas lindas. Adorei. Beijos com carinho

MIRZE disse...

LINDO!

Sou o contrário; só compro o que preciso e depois de pensar dez vezes. Mas sua poesia, amiga querida, fez das sobras o que faltava.

Beijos

Mirze

Rayuela disse...

sos
bella

besos*

Luiza Maciel Nogueira disse...

Você é demais Zélia, demais!! Esse jeito é muito bom ,:)

Beijos

André Bessa disse...

Que texto saboroso, minha querida Zélia! de uma sabedoria poética contagiante! você dá às coisas a importância que elas têm. E eu dou sempre um mergulho na melhor poesia quando venho aqui.

Um grande abraço, grande amiga e poetisa, suas letras brilham cada vez mais.

André

Sonhadora disse...

Minha querida

Como sempre os teus poemas são um fluir de emoções que adoro e também adoro roupas em desuso.

Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

Cris de Souza disse...

confesso que tenho queda pelo o quê não presta.

ler-te é um prazer, zélia!

beijo, queridíssima.

Domingos Barroso disse...

deliciosa conversa
com o tempo
...

Abraço carinhoso,
elevada poetisa
e minha amiga.

Fatima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Toninhobira disse...

Como diria minha mãe,para todo sapato velho tem um pé que o deseja.Linda construção num poetar cheio de arte,para uma maneira de vida diferente,que bem cabe em muita gente.Fantastica Zelia.
Meu abraço de paz e luz.

Fatima disse...

Vou aprender com vc!
Bjs.

manuel marques disse...

Ainda me encontro de férias,passo para deixar um beijo.

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Zélia
Guando garimpamos um topa tudo, sempre encontramos algo que só serve para nós mesmos. Mesmo que não sirva para nada.
Bjux

dade amorim disse...

Delícia de poema, máximo múltiplo comum que vive em todos nós.
Beijos, querida.

Tania regina Contreiras disse...

:-) Delícia de poema, Zélia! Eu gosto do que me encanta os olhos, nem sei pra que pode servir, mas se gosto de olhar é pra levar.
Beijos, querida

R. R. Barcellos disse...

Rainha da xepa,
Deusa da liquidação,
Princesa do sebo,
Sábia mulher...

Abraços reciclados, Zélia.

Daniela Delias disse...

Uau, Zelita!!! Que espetáculo...
Bjão!

Beth/Lilás disse...

Maravilha Zélia! Você diz tudo, conversa com a gente através da poesia, que dom!
Hoje tem poeta novo no Me and You, vai ver, ok.
bjs cariocas

Ramos disse...

Lá no meu blog tem um selo pra você. Passa lá
Baiontropifado.blogspot.

Celso Mendes disse...

Quem não tem suas sobras, não é! Delicioso poema, que reflete um pouco dos cacos que nos compõem.

adorei.

beijo

Cida disse...

Essas sobras...
Quero-as todas! :)

Eita menina que tem um jeito tão lindo de olhar a vida, e depois passar isso para o papel...
Como dizemos aqui em Minas:
- Benza Deus!

Te desejo um belíssimo final de semana.

PAZ & LUZ!

Abraço apertadinho,

Cid@