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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Identidade perdida


Olhei
[ Bem de perto ]
O espelho :
Quem sabe
Reencontro
Minha identidade
[ Pensei ]

Procurei
Inutilmente:
Nenhum traço
Que insinuasse
Meu esboço
Que sugerisse
Minha imagem

Ao longe
Um deserto:
Saara
Mojave
Atacama?

Pelo cenário
Árido
Passava
Caravana
[ Mas
Ninguém era eu ]

29 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

Somos únicos! Beijos

A. Reiffer disse...

Posso fazer das tuas palavras poéticas as minhas. Abraços!

André disse...

Que belo texto, querida Zélia! plurissêmico e imagístico como poucos.
A segunda estrofe, então, é de uma musicalidade espantosa, esses "aço", "asse", "oço" e "isse" sibilam nas minhas orelhas maravilhadas como rajadas de mais belo vento poético.

Que ainda resta a este teu mortal de admirador senão que aplaudi-la de pé, grande poetisa?

Um belo dia, meu grande abraço.

André

Assis Freitas disse...

esse final é arrebatador,

abraço

pensandoemfamilia disse...

Lindo o desfecho.Sua forma de expressar sentimentos me agradam imensamente.
Que possa caminhar por muitos outros espaços, pois na realidade nunca estamos pronto, somos um constante construir e a nossa essência está lá no nosso íntimo.
bjs

as-nunes disse...

Nos tempos que correm, a simples visão do imenso areal dum deserto, calcorreado por uma caravana de camelos, com homens e tudo, fica-se a cismar no papel reservado a cada um de nós, no diagrama isotérico da estrutura e do funcionamento do Universo!...

Limito-me a ficar com os meus pensamentos...

Ainda bem que há quem os consiga converter em palavras que nos dizem o que melhor entendermos!

Obrigado, Zélia, pela passagem pela minha parcela deste Deserto em que vivemos!
Felizmente que ainda há alguns Oásis!...

Sonhadora disse...

Minha querida

Como senti essas palavras, como se me retratassem...simplesmente belo.
Adoro o que escreve.

Beijinho com carinho
Sonhadora

Lara Amaral disse...

Poesia de miragem.

Tocante!

Beijo, querida.

Diana L. Ramos disse...

Amo a forma como escreve e mais ainda porque sempre me identifico muito com o conteúdo. Amei a referência ao Saara.
Uma das coisas que me encanta no deserto é o silêncio.Beijo

Mirze Souza disse...

Zélia querida!

Esse deserto fez-se espelho que você tão bem retratou para nós. Um final de ouro como um oásis no meio do deserto.

Belíssimo!

Beijos

Mirze

Katia Cristina disse...

Algumas vezes também não me reconheço em fotos, imagem ou atitudes, mas não é assim quando se envelhece?

Glorinha L de Lion disse...

Querida Zélia, quantas vezes, nessa fase da vida, ao olhar para o espelho acho que eu é que sou o reflexo dele?
Estamos passando por momentos bem parecidos, minha amiga...beijos,

Rosemildo Sales Furtado disse...

Quem sabe, um pouco mais de comcentração?

Passando rapidamente, pois estou sem net.

Beijos,

Furtado.

Dilmar Gomes disse...

Belo poema, Cara amiga Zélia, um pouquinho amargo; mas quem neste mundo, vez por outra, não sentiu isso na alma.
Um grande abraço.

Mariazita disse...

Zélia, querida
Um lindo poema retratando uma certa crise existencial, que nada tem a ver contigo, é claro! Não tem, pois não???

Continuação de boa semana. Beijinhos

Tuca Zamagna disse...

Belíssima essa imagem final, Zélia. Mas claro que nela você não poderia estar. Você sempre está, pelo menos para nós, seus leitores, bem perto, bem ali no jardim.

Abraços

Beth/Lilás disse...

Eita, que beleza de poesia!
Estou ficando viciada em passar aqui todos os dias para beber desta fonte de palavras lindas.
um beijão carioca

Em@ disse...

Só pode ter sido um pesadelo...embora poeticamente bonito e bem conseguido.
beijo

CARLA STOPA disse...

Deliciosa leitura aqui...

Ingrid disse...

nos nossos desertos por vezes nos reencontramos..
belíssimo.
beijos Zélia..

MariaIvone disse...

Deserto é mesmo assim, dá pouca margem para encontros, nos perdemos em sua imensidão. Amiga, continue olhando, um pouco mais à frente se reencontrará!

Adorei seu poema. Essa sou eu!
Beijos carinhosos

Suzana Martins disse...

Somos vários olhares dentro de um espelho. SOmos tantas e apenas uma...

Beijos querida

dade amorim disse...

Mudam as células, mudam os rostos, e a angústia toma conta de nós. Belíssimo esse poema, com tantas leituras possíveis e um final de mestre.

Beijos, Zélia.

ValeriaC disse...

Lindo poema querida...quem vez ou outra não se sentiu assim?
Beijinhos
Valéria

Sandra disse...

Ler-te é encontrar um óasis no deserto.

Leonardo B. disse...

[tantos os desertos quanto as miragens, que não se podem enumerar, mas a palavra sabe como os condensar num só rito, poema, descrita identidade]

um imenso abraço, Amiga Zélia

Leonardo B.

Rayuela disse...

y entonces
me ví pasar...


besos*

Jorge Pimenta disse...

querida amiga,
só quem sabe procurar estará em condições de encontrar.
beijinho!

Rejane Martins disse...

Coisa mais linda e instigante esses teus versos!
Vou lendo aos poucos e neles te encontro.