
Muita vez
O dia
É só aridez
Só deserto
Mesmo
Havendo
Água
Por perto
Falta
Canal
Salmoura
Escorre
Na face
Invade
A boca
E
Tal qual
Labareda
Resseca
A palavra
Que
Evapora
Vai para o céu
Vigora
Um silêncio
Cruel
Sequer
Um verso
Viceja
Nenhuma
Rima
Aflora
Embora
Eu saiba
Onde mora
A metáfora
Onde
Reside
A métrica
[Fica tudo
Do lado
De fora
Do peito
Dentro
O coração
Chora]
44 comentários:
chora mas canta em doce melodia,
abraço
É, Assis... É preciso cantar, ainda que não seja doce a melodia, como dizes; digamos agridoce...
Grande abraço, meu poeta!
Zélia,
suas palavras recordam um poema que fiz a um tempo atrás. permita-me colocá-lo neste canto:
estiagem das palavras
no tempo da seca a garganta se fecha
evoca a sede de palavras
aquelas que nos deixam molhadas
cujos pingos encharcam nossa alma de busca
beijos,
versos sensíveis, flor na pele, a flor da pele. Palavra que é flor, flor que vira palavra...sentidos e significados poéticos.
Beijos.
Bravo, Pâmela!
Você é maga das palavras... Eu já disse isso!
Beijos, querida!
Luiza, querida
Bem-vinda!
Com sua presença este espaço se torna mais rico!
Grande abraço!
A poesia está do lado de fora, mas o peito sempre acaba apanhado-a.
Lindo e intenso poema.
Beijos.
Obrigada, Lara, minha sempre querida amiga!
Você, com sua sensibilidade , alcança possibilidades que me escapam...
Um grande beijo para você!
Pois é Zélia, às vezes não basta saber onde está, o importante é saber, e ter forças para buscar...
Mas com toda certeza não é o seu caso, amiga, pois você consegue extrair àgua até de pedra, e sempre, com o seu jeitinho, consegue encontrar o canal certo para nos inundar de belezas.
Um beijo grande, e tenha um excelente final de semana, com um domingo todo em verde e amarelo.
Cid@
llora sí,
muchas veces
el corazón
llora
(pero tu palabra no falta)
mil besos*
Querida Zélia
O coração não tem razão para chorar, pois, por maior que seja a seca, encontra bálsamo na salmoura que escorre de seus lindos olhos.
Lindo poema!
Beijinhos
Tens razão, Cida amiga!
É preciso ter força para a busca...Algumas vezes ela nos falta, não é mesmo?
Mas, tentemos...
Grata pela presença iluminada!
Beijos...
Oh, Rayuela querida
Vibramos na mesma frequência... Que bom!
E palavra, se falta, a gente inventa...rs...
Grande , enorme beijo, amiga...
Aliás, mil besos*
Querida Mariazita
Sua presença é indispensável aqui, até porque tira de meu coração a aflição... Se gostas do texto, então, fico mais do que feliz!
Grata, minha amiga!
Não saberei explicar como escrevo. Não há segredos! Apenas penso e escrevo. Quase sempre as palavras caem em lugar que não imaginaria. Ela – a palavra – “Vigora num silêncio”... Quase “cruel” ou não, depende do momento, e da emoção!
Beijos Carinhosos!
Machado de Carlos
Estão confirmas aquilo de que eu já suspeitava: és , mesmo, um mago!
Beijos
querida, Zélia, como sempre lindo poema!
=)
beijo
G
Zélia, vez por outra nos deparamos com uma fonte abundante selada por uma pedra intransponível. Mas poesias, como a sua, escavam abrigo a nós que as admiramos.
Abraços!
Quando eu tenho um dia assim, canto sempre:
O Sol Nascerá
Cartola / Elton Menezes
A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida
Fim da tempestade
O sol nascerá
Finda esta saudade
Hei de ter outro alguém para amar
A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida
Bjs querida e muito obrigada pelo carinho!
Quanta sensibilidade para falar da dor que traz no coração...Voce é pura poesia amiga, mesmo quando acha que não a encontra em si.Bjsss
Olá Zélia!
Obrigado pela carinhoso abraço de boas vindas, assim como pelas simpáticas palavras que lá deixaste - sempre agradáveis de ler.
Quanto ao bonito poema aqui escrito, ele trás-me à memória a imagem de alguém que estando tão perto da fonte não tem forma de como chegar à água e saciar a sede; suprema ironia!
Grande abraço; bom fim de semana.
Vitor
Mas chora bonito, o danado!
É tanta lindeza, tanta singeleza, tanta inteireza nesse teu canto, que água. E deserto vira rio caudaloso no cio - transbordando da saliva que escorre.
Bonita demais, Zélia, essa tua maneira de pegar a palavra pela mão e levar pra dançar.
Beijoca enorme
Wilson, meu querido
Tomara que seja assim, como dizes... Tomara...
Sua visita e seu comentário me enriquecem, e muito!
Obrigada!
Enorme beijo
EBA!!!
Assim é que se fala, Fatima querida!
Vamos secar as lágrimas e, já que estamos em clima de copa do mundo, bola pra frente, né?
Obrigada, minha querida!
Mil beijos
Minha sempre amiga Diana
Você, que é a sensibilidade em pessoa, dizendo essas palavras...
Obrigada,querida!!!
Enorme beijo para você...
Geraldo, meu querido amigo e grande poeta
Sua presença e seu comentário são um prêmio para mim! Tenha certeza disso!
Obrigada!
Grande abraço!!!
Oh, Vitor
Comemorei lá no seu espaço e quero comemorar aqui: BEM-VINDO!
Fazias muita falta...
Que bom que estás de volta!
Já não preciso mais olhar sua cadeira vazia...
Obrigada, meu bom amigo!
Grande abraço
Silvya, Sylvia...
Vens e, à guisa de comentário, compões este lindo poema...
Demais!
Obrigada, minha querida!
Enorme beijo
Chora bonito, chora silêncios...
Adorei, Zélia.
Obrigada pela visita.
É um prazer t~e - la no Mar - íntimo.
Um beijo,
no seu coração.
Oi, Priscila!
Que bom ter você aqui! É uma grande alegria!
Vem sempre...
Grande abraço!
Nós sabemos que só o toque suave do coração nos pode levar a porto seguro
beijinhos
Verdade, Multiolhares!
Não há outra alternativa...
Grande abraço!
Mas esse momento de pranto interior se faz fundamental na construção de poema vindouro.
Concordo com você, Ivancezar, mas muita vez passamos sufoco...rs...Mais, até, do que este que a Dinamarca está passando com Camarões...rs...Está 1 a 0 para os africanos...
Abraço
Zélia! Te avistei entre as indicações do Assis! Que delícia de poema, que delíca de blog!!! Sigo-te agora e sempre! Bjos, carinho.
*
óh árido canal
fonte de salmoura
água ressequida
em versos desrimados
reversos versejados
no coração aberto
das tuas metáforas.
srsrsr,
,
marés serenas, deixo,
,
*
Oh, Daniela
Bem-vinda!!!
É alegria imensa tê-la aqui!
Venha sempre, que a casa é sua e você tem cadeira cativa...
Grata pelas palavras tão amáveis.
Grande abraço, querida!
Poeta amigo
À guisa de comentário, deixas-me este poema tão bonito, com sua marca registrada... Que bom!
Grande abraço!!!
Zélia
Quando falta a palavra, que nunca faltará, porque o pensamemto sempre sempre a ditará e acaba pos sair uma toada muito interessante, como a que acabei de ter o prazer de ler e gostar.
Daniel
Bem-vindo, Daniel!
É muito bom tê-lo aqui!
Grata pela visita e pelo amável comentário.
Vem sempre...
Grande abraço!
Zélia:
Melancólico mas tão sentido que apetece relê-lo vezes sem conta. Há momentos que o oásis parece ali tão perto, mas o movimento para lá se chegar tem o seu tempo.
Chegados então, se reconhece que afinal não passava de miragem, pese embora esse esforço nos demonstre que na mesma é preciso continuar a caminhar.
KAadandos meus e grato pela sua visita na minha "serra..."
Zélia querida, quando falta a palavra você escreve dessa maneira, daí fico imaginando quando as palavras aflorarem, o que será que você vai dizer.
Pra variar, lindo poema.
Você é craque, amiga.
Abração.
Oh, Kimbanda, que bom tê-lo aqui!
Adorei a visita e o comentário.
Venha sempre, que esta casa é sua e sorri quando você chega...
Grande abraço!
Paulo Jorge
Obrigada paela visita e pelas palavras sempre doces. Sua presença é fundamental, aqui. Quando você chega, as nuvens se afastam...
Grande abraço, meu grande amigo e poeta!
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