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terça-feira, 29 de junho de 2010

Outra vez a madrugada


Conhecendo
De cor
E
Salteado
Toda
A minha
Fragilidade
[Sou
De fraca
Personalidade]
Madrugada
[Astuta
Matreira]
Não vacila
Negaceia
Tentando
Tirar
Partido
Daquilo
Que
Descobriu:
Faz logo
Novo pedido
[Eu diria
Nova
Exigência]

Desta vez
Quer bebida:
Absinto

Sinto raiva
[Acabou
Minha
Paciência]
Razão
Pela qual
Eu
Revido:
Dou-lhe
Chá
De hortelã
[Bem fraquinho]
Misturado
Com
Boldo-do-chile
[Colagogo
Colerético
Digestivo]

Dita-cuja
Torce
O nariz...

E eu
Com isso?

28 comentários:

Pâmela Grassi disse...

Outra vez a madrugada
com suas insunuações de tirar o sono,

quer ser bebida, para ser consumada

um beijo,Zélia. adorei a imagem,

Cida disse...

É isso mesmo amiga. E dá-lhe chá de hortelã!...rs

Gostaria tanto de saber "brincar" com as palavras, como você o faz desse modo encantador!

E quanto a imagem, amiga, também amei. Posso levar para o meu mosaicos?...:)

Um beijo grande, e seja feliz.

Cid@

Marliborges disse...

Olá, Zélia,
Estou conhecendo seu blog e adorando!!! Os poemas são lindos e esse que acabei de ler, amei! Bjsss

Rodrigo Braga disse...

"O arte no postal" mereceria um comentário exclusivo. Venho dizer que as visitas que faço a esse blog são maravilhosa. Um poema repleto de imagens e sensações. Realmente lido e bem escrito. Adoro o que escreve.

Pedrasnuas disse...

QUE MADRUGADA ATREVIDA ...QUE VEM TIRAR O SONO...ISSO NÃO SE FAZ...NÃO SE PODE PERMITIR ...DÊ-LHE CHÁ E MIME-A...TALVEZ ELA DEIXE-A EM PAZ

CRIATIVO,IMAGINATIVO

A ILUSTRAÇÃO COMPLEMENTA-O MUITO BEM...

BEIJINHO

Rayuela disse...

son
impredecibles
las
madrugadas!


besos,Zélia*

Lara Amaral disse...

Zélia, pela forma como vc domina os versos, a madrugada torna-se para vc só mais uma criança mimada que não quer tomar o xarope.

Sou sua fã, moça.

E que imagem incrível essa.

Beijos.

Cris de Souza disse...

Mas que beleza...

Fina hironia!

Tania regina Contreiras disse...

Ah, essas madrugadas suas só nos trazem coisas boas, como esses versos!

Abraços,
Tânia

Sylvia Araujo disse...

Não faz as vontades não, senão não te deixa desgrudar. rs

Ótimo, Zélia.

Beijoca

G I L B E R T O disse...

Zélia

Grato pela tua visita em nel mezzo del cammim!

A madrugada pede absinto, por que madrugada sempre sugere coisas fortes, alucinógenas?

Prefiro a tua alternativa inocente...

Prefiro o chá de hortelã, prefiro manter minha própria coerência diante da madrugada.

Em@ disse...

Muito interessante e com humor qb.
Mas a madrugada é fascinante, Zélia (menos quando no atira para a insónia). Pelo menos para mim ...e produtiva!

beijo

(estive ausente, mas estou de volta, embora, ainda a re-organizar-me.:)

Jorge Pimenta disse...

experimenta também o chá de cidreira, amiga. consta que é calmante e talvez assim deixe que sejas tu a marcar-lhe os ritmos e não o inverso. diz-lhe que a verdadeira madrugada é aquela que queres e deixas raiar dentro de ti!
um abraço!

Bell disse...

Mas que linda! Qta sensibilidade cabe em uma pessoa? Vc certamente extrapola os limites (se é que existem). Parabéns pelo seu espaço, voltarei sempre...é bom de ler!

Beijão, Bell

http://tudodenostodos.blogspot.com/

ANTONIO CARLOS F. JR. disse...

Olá Zélia, tudo bem?
Nossa achei incrível esse poema, sério na medida mas com um incrível humor, excelente! Bela imagem.
Gostei muito do seu espaço, visitarei mais vezes!
Um grande abraço!
Seja minha seguidora também

Livinha disse...

Cartas na mesa.
Ou isto ou aquilo e se cale para sempre.
Ô essa menina, gostei da tua pronta integra,
tá pensando o quê?
Se sois tu que faz o teu destino, dá uma bordoadas neste menino e põe ele pra dormir.
Gostei da dita da imagem, olhos rasgado de peixe, cheinho de estrelinhas, visualizando as linhas que valsam na tua frente, querendo deixar a tua criança acordada burilando a noite safada que se cala, mas não dorme.

Belíssima palavras soltas, travessas e arrepiadas,
dando um chega pra lá nesta noite insinuante e desvairada.

Bom dia pra ti!

Bjs

Livinha

Livinha disse...

Ler-se Pronta intrega! aff marri dedinhos desobedientes, clicando letrinhas trocadas..
Bjs

líria porto disse...

eu adoro a madrugada! qualquer estranhamento dela contigo posso interceder... risos
besos

Nadine Granad disse...

Zélia:

Seu espaço é belíssimo!
Encontro abrigo na descrição de seu blog ;)
... Poema de grande sensibilidade!

Abraços carinhosos =)

Ava disse...

Zélia, encantada com tudo que li por aqui.

E sei dessas madrugadas e suas exigências...
Sempre tão atrevidas, sabem que nos dominam...rs

Bjs!

jefhcardoso disse...

Zélia, do absinto ao chazinho de hortelã bem fraquinho e com boldo, há um continente e meio de distância. (sorrio). Madrugada não teve vez.

Abraço do Jefhcardoso

Paulo Jorge Dumaresq disse...

Zélia, não vacile: chá de hortelã com boldo do chile goela abaixo da madrugada.
Que senhora (a madrugada) mais impertinente.
Querida, não sei mais nem o que dizer em relação à sua poética.
Copa do Mundo pra ela.
Abração e felicidades.

olhodopombo disse...

a foto da Pintura é de sua autoria?

Mírian Mondon disse...

Querida Zelia,
fiquei uns poucos dias sem passar por aqui e ao voltar surpreendo-me com esse transbordar poético. Que delicia de blues, de madrugadas e vias lacteas!
Gosto de vir aqui de chá em punho, meias quentes nos pés e o 'coração aberto em vento' como diria o poeta das Minas Gerais, e saio leve e reconfortada.
beijos

Ribeiro Pedreira disse...

ela só que ver as fadinhas verdes ao som de um blues.
dê-lhe poesia, cada vez mais. nós é que ficamos agradecidos.

mdsol disse...

:))))

Multiolhares disse...

Um chazinho, nada como isso para acalmar as madrugadas
beijinhos

Vitor Chuva disse...

Olá Zélia!

Diria que o poema é uma metáfora descrevendo o "conflito" entre duas personalidades, com o chegar da madrugada: Terá vencido a mais prudente e sensata por oposição à mais "aventureira", ficando-se pela tranquilizante e aromática infusão de hortelã.
Também o poema tem um cheirinho agradável, tal com o chá.

Um abraço.
Vitor