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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Apesar de tudo



A despeito
Do efeito
Das cinzas
Do vulcão
Chileno

Não obstante
A falta
Que sinto
Do tempo
Ameno
( A manhã
É fria
Feita de chumbo
De chuva
E de ventania )

Apesar
Do vazio
Que tem sido
A vida
( Trincada
Vasilha )

Ainda
Que eu sinta
O vibrar
Dos anéis
Da serpente
( Assustadora
Rodilha )

Ainda assim
De qualquer
Maneira
Acordei:
Estou viva!

27 comentários:

Domingos Barroso disse...

Canto para ti, elevada poetisa e amiga:
"Quando o sol bater na janela
do teu quarto lembra e vê êêê
... (Legião Urbana)"


Abraço carinhoso.

Dilmar Gomes disse...

Querida amiga Zélia, tudo passa: as cinzas do vulcão, o mau tempo, o frio, nossas tristezas, nossa solidão interior, mas o importante é que nos sintamos vivos durante a passagem por aqui.
Ah, aqui em Porto Alegre também está frio, apesar de ainda estarmos no outono.
Um grande abraço. Um bom fim de semana.

✿ chica disse...

E quando estamos VIVAS tudo podemos sempre...LINDO! bjs,chica

Fatima disse...

Que bom amiga!!!
Bjs.

Toninhobira disse...

Apesar dela o galo cantou pela manhã e um lindo sol se fez presente e eu posso aqui me deliciar nesta sua arte de criar coisas belas.
Meu terno abraço Zelia.
Nós podemos mais se vivo estamos.
Simples assim.

R. R. Barcellos disse...

- Bom sinal
- Quando a cinza do vulcão
- Para o vôo do avião
- Afinal.

- Abraço, poetisa.

Leonardo B. disse...

[apesar das cinzas, a serena palavra que sobra do vulcão, tempestade do corpo de palavra adentro, a manhã existe e com ela, o coração que bate, forte palavra adentro]

um imenso abraço, Amiga Zélia

Leonardo B.

Ribeiro Pedreira disse...

viver nas cinzas ou apesar delas

Andre Mansim disse...

ainda bem que aqui não tem vulcão e nem cinzas indesejadas...

vitorchuvashortstories disse...

Olá, Zélia, amiga!

Até esse "malvado" vulcão, que tem estragado a vida a tanta gente, à Zélia serve de inspiração...
Que melhor sinal de que está bem viva ...?

Abraço amigo; bom fim de semana!
Vitor

Rayuela disse...

a pesar
de
todo!

mil besos,Zélia*

Andradarte disse...

Isso é desanimo????..Desespero?????....
Beijo

BLOG DO PROFEX disse...

Lindo texto, Zélia. você nos leva num passeio com suas metáforas anexadas a cada sentimento do ser: o exterior com seu caos, o interior com suas claudicâncias. O cheio e o vazio. E a percepção de que em tudo isso existe vida. Sente-se parte do Universo (vivo)e se declara mais do que viva!
Apesar de tudo...
Abraços!

Cida disse...

E na verdade é isso que importa, não é querida?

Lindo poema.

As cinzas se vão com o vento.

A magia fica.

Beijo grande, e tenha um lindo e luminoso [se for possível], final de semana.

Cida

Andre Mansim disse...

Oi Zélia tudo bem aí?
Aparece nesse blog aqui ó: http://damadomingblog.blogspot.com/
e veja um poema no estilo dos seus que eu postei lá, esse é um blog de uma amiga de infância que eu colaboro, acho que vc vai gostar!

Lara Amaral disse...

Tanto acontecendo ao redor, e nós no meio, quase estáticos.

Beijo, querida do meu core!

Fernanda disse...

Não há vulcão que impeça a vida de continuar.
O verdadeiro vulcão é mesmo a vida e esse surge do nada ou do tudo que há em nós.
Dessa vontade em continuar acordada.

Bom Domingo, Zélia.
Beijinho

Livinha disse...

Sobrevivências...
Ainda que estejamos dormindo, que acordemos para que possamos nos sentir virvos...

Forte Zelia

Sempre muito a dizer nas tuas palavras,
Que sejam os vulcões todos de lavas floridas,
jamais a destruir essa vida feita de sonhos..

Bjs

Livinha

Ps: Ah Bem haja o teu livro a publicar
Que bom. Parabéns, você é guerreira
e eu gosto disso.

Daniela Delias disse...

Viva e escrevendo cada vez mais lindo...
Bjinhos!

dade amorim disse...

Ótimas notícias poéticas!
À espera do livro, esperamos ficar todos vivos =]

Beijo beijo

Tania regina Contreiras disse...

Um vucão e a vida, que corre incandescente...Belo, querida Zélia!
Beijos,

Beth/Lilás disse...

Querida Zélia!
Ainda que o vulcão tenha acordado depois de mais de 40 anos e atrapalhado meu passeio pelo Chile, pois ia justamente para o local onde ocorreu, ainda assim, não deixamos que ele interferisse em nossas vidas e continuamos as férias, porque viver é belo e pode ser incandescente em nossos corações se não deixarmos nos abater pelas adversidades.
um grande beijo carioca

André Bessa disse...

Querida amiga Zélia,
este seu poema é primoroso, já desde a primeira estrofe. (Você com o seu vulcão chileno, eu com o meu vulcão islandês, a vida é mesmo assim...)

Curioso, eu senti um clima meio onírico nele, desde o início. Seus versos continuam me encantando, minha amiga, meus parabéns!

Um grande abraço e uma boa semana prá você.
André

Luiza Maciel Nogueira disse...

Eba!! Poesia alegre e da boa, até sorri :))

bjs

mundo azul disse...

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...sim! Estar vivo e inteiro, já é uma benesse...Tristezas, decepções, são os temperos mais fortes que aguçam o nosso paladar e nos fazem reconhecer as melhores comidas...

Beijos de luz e o meu carinho!!!

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Rosemildo Sales Furtado disse...

Oi Zélia! passando para te desejar uma ótima semana e apreciar mais uma das tuas belas criações. Belo poema.

Beijos e muita paz pra ti e para os teus.

Furtado.

Fanzine Episódio Cultural disse...

machadocultural@gmail.com
O Fanzine Episódio Cultural é um jornal bimestral sem fins lucrativos, distribuído gratuitamente no sul de Minas Gerais, São Paulo (capital), Salvador-BA e Rio de Janeiro. Para participar basta enviar um artigo sobre esporte, moda, sociedade, curiosidades, artesanato, artes plásticas, turismo, biografias, livros, curiosidades, folclore, saúde, Teatro, cinema, revistas, fanzines, música, fotografia, mini contos, poemas, etc.
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