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domingo, 4 de julho de 2010

Dinastia Mim


Não
Aguentei
Mais:
Briguei feio
Com a poesia

[Fazia

Muito
Tempo
Que
Andava mal
Nosso
Consórcio:
Ela
Dizia
Ser
A minha
Vida
Improdutivo
Ócio]

Afrontei

Joguei
Tudo
Contra
A parede:
Quebrei
Pratos
Xícaras
E
Copos

Peguei
Minha mala
Grande
E
Parti

Ela
Ficou lá
Juntando
E
Colando
Os cacos

Tomara
Que
Reconstitua
Alguma
Coisa
Da
Dinastia
MIM
[Se for assim
Eu volto]

Se
Não conseguir
Que invente
Um mosaico...

49 comentários:

Priscila Rôde disse...

Que lindo Zelia,
um mosaico!
Ela vai dá um jeito!


Um beijo.

Ribeiro Pedreira disse...

a poesia pode até viver sem ti, mas não vives sem ela. volta porque vocês formam um belo par.

Zélia Guardiano disse...

Obrigada, Priscila, pela visita! É sempre uma alegria enorme recebê-la...
Beijo

Zélia Guardiano disse...

Oh, Ribeiro, meu querido
Já me convenceu: Volto...rsrs...
Grande abraço

Assis Freitas disse...

brigar com a poesia será o mesmo que lutar com as palavras, nesta guerra quem vence é o verso,

abraço

Zélia Guardiano disse...

Assis, querido
Já estou repensando o caso...rsrs...
Abração!!!

IVANCEZAR disse...

E que neste mosaico caibam pedaços sempre poéticos da vida !!

Tania regina Contreiras disse...

Zélia, essa briga acaba em abraço, que a poesia sabe fazer o laço e nos pega pelo pé, de volta e de perto, bem perto!

Abraços,
Tânia

Cida disse...

Faz assim não querida!
Ela não é a sua vida, mas alegra e ilumina tanto a nossa!!

Agora, quanto à imagem, é o seguinte:
Nem pedi licença, mas já sequestrei esse mosaico lindo e estou levando lá para o meu mosaicos...:)

Se você pagar o resgate (outro poema), pode ser que eu o devolva...rsrsrs

Beijão prá você, minha linda, e tenha uma excelente semana.

Cid@

Zélia Guardiano disse...

Caberá, Ivancezar, com certeza!!! rs...
Poesia, você sabe como é artimanhosa, se infiltra...rs...
Grata, amigo, pela visita.
Grande abraço

Zélia Guardiano disse...

Querida Tânia
Você soube dizer a verdade: é isso mesmo!
Há um ditado antigo, aliás, politicamente incorreto( tanto quanto este poema..rsrs...) , que diz: Tapa de amor, não dói...
Grande abraço, amiga!

Zélia Guardiano disse...

Oh, amiga Cida
Aqui você não precisa pedir nada, não... Você é minha sócia, lembre-se disso... Aqui não há uma só vírgula que não lhe pertença...Tudo aqui é seu!
Grande abraço!

Luis Filipe Gomes disse...

'o naufrago que não sabia nadar pediu à que caminhava nas àguas, pudesse ela parar para lhe lançar umas tábuas, vendo que ela não parava no seu afastamento o naufrago rouco amaldiçoava sem notar que na areia tomava assentamento'

A Poesia é um naufrago a que umas vezes dás corpo, outras assentamento.

Continua caminhando sobre as águas pois não sabes quantos precisam de aprender a andar andar.

Rui da Bica disse...

Até a "brigar feio" é bonito Zélia ! :))
Você fez tudo em cacos :)
Beijão
.

Lara Amaral disse...

Sei como é...

Adorei o poema, Zelinha.

Beijos.

AFRICA EM POESIA disse...

Lindo Passar por aqui...


Deixo poesia... e um beijo

CORAÇÃO


Dentro do meu peito, pequenino
Não há só veias, artérias ou sangue.
Dentro do meu peito, abrigado
Existe um coração que vai batendo...


Batendo, contra tudo e contra todos
Batendo e amando tudo, ao redor
Mas batendo e sofrendo a toda a hora
Pois ama e suspira por amor...


E será que vale a pena ele suspirar?
Será que vale tanta pena e tanta dor...
Porque haverá o coração de ser sempre
A peça que dentro de nós mais sente a dor?


Porque haverá o Amor que é tão belo...
De ser o que de pior no mundo existe?
Porque será que com tanta dor
Eternos amantes serão sempre o coração e o amor...


LILI LARANJO

TENHO SELO PARA TI...

Rayuela disse...

peleamos
con las
palabras
con la
poesía...
pero son
ellas
las que
reharman
el mosaico
de nuestra
dinastía

besos,poeta*

Zélia Guardiano disse...

Luis Felipe querido
Fico felicíssima com sua visita e com seu comentário.
Você é sempre muito bem-vindo!
Obrigada e um enorme abraço.

Zélia Guardiano disse...

Rui da Bica, meu amigo
Que bom ter você aqui!
Muito grata pela visita e pelas palavras amáveis!
Vem sempre...
Grande abraço

Zélia Guardiano disse...

Larinha, minha doce amiga
Sempre bom tê-la aqui..
Sou-lhe sempre grata...
Grande beijo!

olhodopombo disse...

Adorei...
conhece o Helio Leites, um artista/poeta de Curitiba?

Batom e poesias disse...

Desse tipo de briga, entendo bem.
Genial esse final.

bj

Rossana

Nadine Granad disse...

Zélia:
Que leitura gostosa!
E que matéria linda!
SUA dinastia... mágica[stral]!

Beijos =)

Osvaldo disse...

Zélia;

Esta bela crónica poética, fez-me rir.

Certamente que todos os cacos já foram colados e tudo voltou ao normal das normalidades normais... portanto nada mais normal que você volte normalmente para a normalidade do "antes".

bjs, Zélia.

Osvaldo

Zélia Guardiano disse...

Rossana querida
Que bom que você veio! Que bom!
Gostou do final? rs... Aprecio um fecho mais ou menos surpreendente, como que desvinculado do corpo do poema.
Grande abraço, querida!

Zélia Guardiano disse...

Querida Nadine
Todos temos a nossa própria dinastia e é preciso preservá-la, não? Muitas vezes fazemos bobagens e corremos o risco de destruí-la... Ai!
Muito grata pela adorável visita!
Enorme abraço, querida!

Zélia Guardiano disse...

Amigo Osvaldo
O fato de você ter gostado do meu modesto escrito muitíssimo me alegra! Sua apreciação é importante para mim. Muito importante, pode ter certeza. Por isso fico tão feliz, assim, quando você vem...
Enorme abraço!

Zélia Guardiano disse...

Conheço, sim, Tamar!
Hélio Leites é artista de múltiplas linguagens. Trabalha com pequenos objetos.
É o Rei dos Botões.
Em maio expôs seus trabalhos na galeria Subsolo, em Curitiba, juntamente com Efigênia Rolim, Rainha do Lixo [tenho uma foto junto com ela, no orkut].

Fouad Talal disse...

Ó Zélia!

se tu não voltar dá um caquinho pra mim?
é que vivo recolhendo inutilezas... poéticas então!
bjo minha querida!

Zélia Guardiano disse...

Fouad, meu amigo
Tudo aqui é teu! Tudo!
Vem e escolhe: tens prioridade!
Poesia, malvada, que espere as sobras...
Beijo, meu querido!

Márcia Cristina Lio Magalhães disse...

Essa imagem de seu mosaico, quero-a na parede lá de casa! E tuas poesias, todas, já estão pregadas no meu coração!

beijo procê!

mdsol disse...

Podíamos viver sem os seus poemas?
Poder podíamos, mas não era a mesma coisa!

Faz-me bem ler este jogo constante com as palavras, numa vertigem desassombrada que provoca o ... equilíbrio.

:)))

Zélia Guardiano disse...

Marcia Cristina
Você é uma flor de delicadeza!
Sua visita é sempre um prêmio...
Muito grata, minha linda!
Beijo!

Zélia Guardiano disse...

Obrigada, mdsol!
Mil vezes obrigada!
Sua presença e seu comentário me fazem mais do que feliz!
Que bom que gosta dos versinhos...
Beijo!!!

Rodrigo Braga disse...

Linda poesia! Nem adianta fugir ela nos persegue invisível e depois que nos toma não há padre que pode exorcizar!

Pâmela Grassi disse...

Mosaicos, dinastias, palavras! Mistura de fragmentos, que num mosaico exuberante, uma poesia se forma! Adorei. Não há como não lembrar dos ícones de bizâncio. Justamente na semana passada havia aplicado a estratégia de montar um mosaico a partir do estudo do império bizântino,

clap, clap, clap!

Um beijo!

Paulo Jorge Dumaresq disse...

Zélia, assim que vi o mosaico lembrei da Fênix.
Não sei o porquê da poesia ter ido embora,
mas ela ressurgirá das cinzas, não a sua que é eterna, como a ave mitológica.
Aquele abraço, amiga.

Celso Andrade disse...

Lindo Zélia!!!!

beijão

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...


desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ


TE SIGO TU BLOG




CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...


AFECTUOSAMENTE
ZÉLIA GUARDIANO

ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DEL FANTASMA DE LA OPERA, BLADE RUUNER Y CHOCOLATE.

José
Ramón...

Zélia Guardiano disse...

Boa, Rodrigo!
Adorei!
Seu espirituoso comentário me tranquiliza...rs...
Fico sempre feliz quando você vem!
Muito grata, amigo!
Grande abraço

Zélia Guardiano disse...

Obrigada, amigo Celso, pela amável visita!
Vindo aqui você me alegra muito...
Grande abraço, querido!

Jorge Pimenta disse...

cada vez mais a poesia é a inseparável companheira, aquela que fica a recolher e a colar cacos quando não somos capazes de os segurar ou, pior ainda, os projectamos contra uma parede... ela está lá... à nossa espera... para ser aquilo que conseguirmos da vida.
um beijinho!

Zélia Guardiano disse...

José Ramon
Você sabe fazer feliz o seu próximo, ainda que ele esteja do outro lado do oceano...
Troxe-me imensa alegria com sua visita, com os versos maravilhosos e com sua inscrição entre os seguidores deste modesto blog... Que mais eu poderia querer?
Obrigada, obrigada, obrigada, meu querido!
Abraço

Zélia Guardiano disse...

Jorge, meu querido e sábio amigo!
Suas palavras têm o dom de elucidar questões nebulosas... Sempre!
Sua visita é sempre uma benção...
Grata, muito grata!
Um enorme abraço para você!

Zélia Guardiano disse...

Pâmela querida
Tua visita já é sempre um encantamento... Se ainda vens e me aplaudes, chego às lágrimas...
Muito grata, amiga!
Beijo!!!

Zélia Guardiano disse...

Paulo Jorge
Falas da poesia de forma tão linda, que acabo por acreditar que ela jamais me faltará... Chego a crer que toda essa contenda não deixará sequelas...
Um enorme abraço para você, meu sempre amigo!!!

Úrsula Avner disse...

Oi Zélia,

há algo especial em sua escrita poética que traduz sentimento, esmero, delicadeza... Muito bom o poema ! Bj,

Úrsula

olhodopombo disse...

pois é....
o leites é dos meus...
fiquei apaixonada...
a poetisa do lixo eu não conheço,
mas estou preocurando conhece-la....

Julio Rodrigues Correia disse...

Poesia da melhor qualidade.Parabéns poeta.