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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Grandes navegações


Ai
Que hoje
Amanheci
Meio
Pero Vaz de Caminha:
Vontade
De escrever
Para
Um rei
Carta
Que contasse
Sobre
A nova
Terra
Minha

Porque
Assumi
[Final
E
Definitivamente]
Esta
Querência
Que
Apesar
De modesta
Na aparência
É
[Para mim
Agora]
O centro
Mundial
Da paz

Aqui
Tudo
Que se faz
É escrever
Poesia
É apurar
Um tacho
De ambrosia
É respirar
Fundo
E
Sentir
O perfume
De gardênia
E a
Maresia

É perder
A mania
De ter
Pressa

É sentar
Lá fora
Abrir
A roda
E jogar
Conversa
Dentro

É olhar
O mar
Imenso
Estender
O braço
[A indicar
Um lado]
E dizer:

Fica a
África

[Nem
Bem
Acabo
Estas
Maltraçadas
Linhas
E
Penso

No caminho
Marítimo
Das Índias]

54 comentários:

Angélica Lins disse...

E eu, que acordei à deriva...Fui resgatada por tuas letras esta manhã.

Abraço-te

Zélia Guardiano disse...

Angélica
Que bom receber sua visita, assim, bem cedinho...
Grata, querida!
Vem sempre...
Grande abraço!!!

Leonardo B. disse...

[existem mais mapas e globos terrestres inscritos na presença das nossas palavras, que os que a vista alcança... horizonte é presença, como o sonho perseverança]

um imenso abraço, Zélia

Leonardo B.

Zélia Guardiano disse...

Grande verdade, Leonardo, grande verdade!!!
Vivemos num emaranhado de linhas que se enrolam, que se embolam, que se cruzam...A vida é feita de traços que, num repente, se apagam...
Grata pela visita, meu amigo!
enorme abraço!!!

Assis Freitas disse...

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".

Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.

Fernando Pessoa


abraço

Zélia Guardiano disse...

Muito bom, Assis, muito bom!!!
Criar é necessário, absolutamente necessário...
Ai, se não fosse esse martelar nos versos... Que seria de mim?
Grande abraço, meu amigo!!!

Dilmar Gomes disse...

Oi,querida, seu poema despertou uma grande saudade em minha alma; saudade do meu tempo de criança e de adolescente,época em eu morava em uma pequena cidade do litoral gaucho, pois aquilo era outro mundo, um mundo mágico e maravilhoso. Por outro lado, quando leio seus versos, fico com a impressão de estar ouvindo as alegres e melodiosas sinfonias de Vivaldi, pois como lhe falei algumas vezes, sem querer diminuir o teor construtivo e qualitativo do seu trabalho, o item que mais alegra os meus sentidos é a musicalidade dos seus versos.
Um grande abraço.

Jorge Pimenta disse...

a geografia do ser, com os seus mandos e desmandos, ditas e desditas, no dorso das tua escrita. como sempre, abres a porta da humanidade com um dicionário de sensações e sensibilidade que só tu sabes manusear. e todos os mapas, rotas e astrolábios se tornam desnecessários, porque redundantes...
um beijinho, doce zélia!

Michele P. disse...

Criatividade e energia positiva: é o que sempre encontro aqui! De todos os que já li, este foi o que mais gostei. :-)

Justine disse...

Encanta-me a tua poesia despida, minha amiga. O seu ritmo, a sua ironia, a sua verdade.
Este poema é muito bem conseguido.Parabéns e um beijo, deste lado do oceano:))))

Osvaldo disse...

Zélia;
Lindo este teu desbravar de mares nunca d'antes navegados.
Mostra bem que em todos nós corre em nossas veias o sangue dos aventureiros do mar...

bjs, Zélia.

Osvaldo

Domingos Barroso disse...

Tua alma tão ampla certamente
todos os dias (e todas as noites)
escreve grandiosas cartas: por serem
simplesmente belas.

Carinhoso abraço.

Lara Amaral disse...

E eu fecho os olhos para sentir cada palavra sua, e os lugares aos quais elas me remeteram.

Lindo!

Beijos.

Zélia Guardiano disse...

Dilmar, meu querido amigo
Estou muito contente porque você veio e, mais ainda, porque deixou comentário tão lindo!
Presto muita atenção no que diz...
Muito grata!
Enorme abraço!!!

manuel marques disse...

Foi um prazer enorme navegar neste mar de poesia.

Beijo.

Zélia Guardiano disse...

Amigo Jorge
Que lindo texto me deixas como comentário! Seria o caso de [se tivesse eu recursos...]tecer um comentário sobre o teu comentário...
Tua visita, meu querido, é sempre um valioso presente para mim!
Muito grata!
Enorme abraço!!!

Zélia Guardiano disse...

Michele querida
Que bom que gostou! Sua aprovação é grande estímulo para que eu siga em frente neste mister de entalhar meus versinhos...
Obrigada, minha linda!
Beijos

Zélia Guardiano disse...

Oh, Justine, Justine...
Vens de tão longe para alegrar-me com tuas palavras! Atravessas esse oceano imenso...
Muito obrigada, querida amiga!
Beijos

Zélia Guardiano disse...

Sem dúvida, amigo Osvaldo.
Nosso sangue é tinta com que se escreve história d'aquém e d'além mar...
Grata, meu querido, pela agradável visita!
Grande abraço

Zélia Guardiano disse...

Meu querido amigo Domingos
Gosto muito de escrever cartas, assim como de recebê-las. Pouca coisa me alegra tanto quanto ouvir no meu portão: "Carteiro!"
Prova disso é o fato de eu dedicar-me também à Arte Postal...
Obrigada pela agradável visita!
Abraço!

Zélia Guardiano disse...

Obrigada, minha Larinha querida!
Você é magnânima! Demais... Também por isso eu a admiro tanto!
Beijo, amiga!

Zélia Guardiano disse...

Manuel, meu querido amigo
Não sabes quão feliz me fazes com tua visita e com teu comentário...
Muito, muito grata!
Imenso abraço

Priscila Rôde disse...

Zélia, amei isso:

"É perder
A mania
De ter
Pressa

É sentar
Lá fora
Abrir
A roda
E jogar
Conversa
Dentro"

Perfeito!

Vanessa Souza Moraes disse...

Caminhos que levam ao mesmo lugar.

Zélia Guardiano disse...

Priscila!!!
Que bom que você veio!
Os versos ficam felizes quando encontram leitores com a sua sensibilidade, querida!
Muito grata!!!
Beijo

Zélia Guardiano disse...

Verdade, Vanessa!
O destino a que nos levam todos os caminhos é só um... Nós costumamos fingir que acreditamos na existência de outros...rsrs...
Fiquei muito contente com sua visita!
Obrigada, querida!
Grande abraço...

Constança Lucas disse...

África é ali, é aqui, nós somos terra, Europa, América e África num mar de quereres

lindas páginas manuscritas de caminha
imagino o deslumbramento na sua chegada a estas terras que ainda hoje espantam

abraços

Zélia Guardiano disse...

Oh, Constança, minha querida
Que bom tê-la aqui!
Concordo com você, plenamente. Nós somos todos os lugares!
Quanto à carta de Caminha, que lindeza... Como você , imagino o impacto causado pela nova terra, pela nova paisagem, pela nova fauna, pela nova gente...
Beijo, amiga

Gerana Damulakis disse...

Ah, Zélia, adorei ler este poema.

Zélia Guardiano disse...

Gerana
Este comentário, vindo de você, deixa-me nas nuvens e com vontade de tecer mais versinhos...
Muito grata, minha querida!
Beijo

HSLO disse...

Obrigado pelo carinho e pela visita em meu blog. Fico feliz que goste da Bethânia...ela fascina qualquer pessoa.
O seu blog é pura cultura...gostei. Já te linkei ao meu. Voltarei aqui várias vezes.

abraços
de luz e paz

Hugo

Daniel Hiver disse...

Ai
Que hoje
Amanheci
Meio
Pero Vaz de Caminha:
Vontade
De escrever
Para
Um rei
Carta
Que contasse
Sobre
A nova
Terra
Minha

Porque
Assumi
[Final
E
Definitivamente]
Esta
Querência
Que
Apesar
De modesta
Na aparência
É
[Para mim
Agora]
O centro
Mundial
Da paz

Aqui
Tudo
Que se faz
É escrever
Poesia
É apurar
Um tacho
De ambrosia
É respirar
Fundo
E
Sentir
O perfume
De gardênia
E a
Maresia

É perder
A mania
De ter
Pressa

É sentar
Lá fora
Abrir
A roda
E jogar
Conversa
Dentro

É olhar
O mar
Imenso
Estender
O braço
[A indicar
Um lado]
E dizer:

Fica a
África

[Nem
Bem
Acabo
Estas
Maltraçadas
Linhas
E
Penso

No caminho
Marítimo
Das Índias]

Zélia... Surpresa boa tua visita e comentário em meu blog. Vim retribuir. E, ao chegar aqui, dei de cara com esse poema que amei. Senti uma coisa muito interessante ao ler esse poema. Como se eu tivesse escrito. Por que percebi uma certa similaridade em nossa forma de fazer nascer poesias.
Pensei em destacar aqui alguns versos que gostei. Terminei copiando o poema inteiro pois tudo está no lugar de forma perfeita. Mas essa coisa de estender a mão na praia e imaginar a africa do outro lado das águas do mar, essa coisa de jogar conversa dentro, de achar o caminho das índias, remexer os tachos de fazer ambrosia e criar poesia, e amanhecer meio Pero Vaz de Caminha é simplesmente singular. Fantástico poema. E estou sendo muito, muito sincero. Bom final de semana. Ganhei meu dia com esse poema. Muito obrigado!

R. disse...

Um poema inspirador que atravessou várias vezes o atlântico. Aqui fica o testemunho de uma delas, e a surpresa e encantamento com esta nova descoberta :)

Andrea de Godoy Neto disse...

Zélia, esta tua terra é lugar encantado, aqui onde teus versos nos embalam e nos conduzem.
Terra de magia, minha querida!

Semrpe que venho aqui te ler fico assim, um pouco boba..rs (pensando que, quando crescer, quero ter uma pitada desse talento ;)

beijos, amiga poeta!

Zélia Guardiano disse...

HSLO
Muito me alegram sua visita e seu comentário!
Venha sempre, mesmo, que esta casa é sua!
Muito grata!
Imenso abraço...

Zélia Guardiano disse...

Daniel
Fiquei emocionadíssima quando vi o poema inteiro escrito acima e, depois, este encanto de comentário acerca do mesmo!
Só alguém de espírito sensibilíssimo, entregar-se-ia a tanto trabalho... Mas pode ter certeza: não foi trabalho vão, pois procurarei melhorar sempre, mais e mais... Seu parecer aumenta minha responsabilidade, e fico contente por isso...
Para agradecer-lhe, sinceramente, não encontro palavras. Não tem jeito: caio no lugar comum do Muito obrigada!
Imenso abraço!!!

Zélia Guardiano disse...

R
Quanta gentileza na sua visita e no seu comentário!
Não encontro forma de agradecer na proporção da gratidão que sinto... Então, fica aqui meu muito obrigada e meu convite para voltar sempre...
Enorme abraço, amigo!!!

Zélia Guardiano disse...

Andrea, querida, não fale isso nem de brincadeira... Você é o talento personificado!
Seus escritos são verdadeiras obras de arte!

Fico muito feliz com sua visita e com o fato de ter gostado dos versinhos...
Beijo, minha linda!!!

Rayuela disse...

grandes
navegaciones
grandes
ilusiones
grandes
esperanzas
[navegar
en
tu
poesía]

besitos*

Zélia Guardiano disse...

Rayuela, minha queridíssima amiga e grande poetisa!
Cá está você, despejando luz sobre meus opacos versos...
Sempre que chegas, tudo fica luminoso e colorido!!!
Muit, muito grata!!!
Mil besos...*

euliricoeu disse...

Grato pela visita e parabéns pelo blog.

Abraço fraterno.

Fred Caju disse...

Deu vontade de recorrer ao clássico: navegar é preciso, viver não é preciso. Quem sabe um conto que aumente um ponto. Abraços!

Zélia Guardiano disse...

Obrigada, euliricoeu!!!
Adorei a sua visita!
Vem sempre...
Grande abraço!

Zélia Guardiano disse...

Oh, Fred, meu querido!
Aumentar um ponto é sempre preciso também... É assim que se faz um bom conto!
Grata, amigo, pela visita...

Paulo Jorge Dumaresq disse...

Zélia, do mar se diz: "terra à vista".
Poema show.
E continue navegando para "talvez" encontrar a sua Pasárgada prometida.
Abração, querida amiga.

poetaeusou . . . disse...

*
se o Pero vai de caminha,
tu caminhas para o achamento
da minha gratidão !
,
um mar de luz,
deixo,
,
*

Luciana Marinho disse...

obrigada, querida!!!

gosto muito de tua escrita.
tem bom humor =)

beijo! beijo!

Zélia Guardiano disse...

Paulo Jorge
Quem sabe um dia, não é mesmo?
Vamos navegando, que já disseram ser preciso...rs...
Grata, meu queridíssimo amigo, por nunca me abandonares: estás sempre aqui...
Imenso abraço para ti!!!

Zélia Guardiano disse...

Querido Poetaeusou, poeta-mor!
Mil vezes obrigada, por estares sempre aqui e por dixares tanta riqueza...
Enorme abraço!!!

Zélia Guardiano disse...

Amiga Luciana
Sem um pouco de humor não se vive, não é mesmo?
Até mesmo quando estou triste, procuro descontrair , na mediada do possível...
Grata pela visita, querida!
Abraço, querida...

Helô disse...

O que mais me deixa feliz é saber que está no DOCE BALANÇO DO MAR!!! O IMPORTANTE É SER FELIZ...E NAVEGAR!!! Te amooooo!!! Muito lindos os versos, todos!!! Beijos com sabor de maresia e ambrosia!!! Fique com Deus!!!

Vitor Chuva disse...

Olá Zelia!

Aí do seu cesto da gávea, vá-nos dizendo o que o seu olhar alcança, e escreva, escreva sempre ... até que a mão lhe doa!

Um grande abraço.
Vitor

Juan Moravagine Carneiro disse...

Bela viagem através da poesia...

abraço

Tania regina Contreiras disse...

Zélia, que bela imagem essa: apurar um tacho de ambrosia, só você mesmo para trazer o inusitado, sem perder a singeleza. Bravo, menina!:-)
Beijos,
Tânia