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terça-feira, 27 de julho de 2010

Muralha


Pronto!

Criei
Coragem
E
Ergui
O muro

Mais até:
Muralha

Quase
Réplica
Daquela
Que cerca
A China

[Digo
Quase
Porque
A minha
Não tem
Portas]

Projetei
Desde
O tempo
De menina:
Double face
Como
Uma medalha

O lado
De lá
Soturno
Escuro
Chumbo
[Um ou
Outro
Resquício
De hera
Ressequida]

O lado
De cá
Rosa choque
Vida...

65 comentários:

Leonardo B. disse...

[projecto invisível, sensível teia em solidez de palavra: até porque um muro é sempre uma mar de palha, que tarde ou cedo se arde]

um imenso abraço, Zélia

Leonardo B.

Assis Freitas disse...

aos muros só a iconoclastia, derrubai-vos

beijo

Zélia Guardiano disse...

Querido Leonardo
Que agradável surpresa a sua visita! E adorei o comentário...
Muito grata!
Beijo

Zélia Guardiano disse...

É , Assis, sei que tudo é transitório... Mas hoje era preciso erguê-lo...rs...
Enorme abraço, meu querido amigo!!!

Dilmar Gomes disse...

Amiga,seu poema me fez lembrar do livro "Demian" de Hermann Hesse, onde, no início do livro o personagem central fala da separação entre a rua e segurança do lar; da escuridão e da claridade; do proibido e do permitido,aliás,Hesse também era poeta, e não é à toa que a prosa dele desliza de forma poética. No seu poema visllumbrei um muro de flores a seperar duas correntes de atitudes; do lado de lá, criaturas azedas, preocupadas apenas com as miudezas do dia-a-dia; do lado de cá, isto no seu coração: flores, poesia, amor...

AC disse...

ÀS vezes precisamos de erguer muros para nos preservarmos, mesmo sabendo que a seguir os iremos derrubar.

beijo

Marcantonio disse...

Há idéias aparentemente evidentes das quais não nos damos conta. E a poesia provoca por imagens esses insights. Essa imagem de um muro com dupla face, tal como uma moeda, é um desses lampejos. Metáfora ideal para a nossa forma social de ser, dividida em parte de dentro e parte de fora.
Na verdade, creio que há um muro "de nascença" que nos separa dos outros; ora tentamos transpô-lo, ora lhe acrescentamos algumas fileiras de tijolos.

Grande abraço, Zélia!

Jorge Pimenta disse...

sabes, querida amiga, esse teu muro é-me tão familiar... conheço-o, também, mas não o projectei nem fiz qualquer movimento para o construir; cresceu, simplesmente, qual hera teimosa e inconveniente. se sabes como construí-lo, ajudar-me-ás a derrubá-lo?
beijinho, imensamente amiga! a tua poesia toca-me invarivelemte no alvo!

Batom e poesias disse...

Tenho um muro assim no coração.
Tento equilibrar-me em cima, mas sempre despenco alternando entre um lado e outro.

Você tem mira certeira que vai direto ao nosso coração.
bjs

Rossana

Zélia Guardiano disse...

Dilmar, meu querido amigo!
Que visita agradável me fazes!
Que comentário mais lindo, profundo, e por que não dizer, mesmo, didático...
Obrigada!
Fico muito feliz quando vens aqui!
Sua presença é de fundamental importância para mim.
Grande abraço!

Zélia Guardiano disse...

Tens razão, AC, meu amigo!
Sabemos que, mais cedo ou mais tarde , de posse de uma marreta, iremos derrubá-las... Mas, há momentos, em que são absolutamente necessárias.
Muito grata pela visita!
Abraço

Zélia Guardiano disse...

Reflexão interessantíssima, amigo Marcantonio!
Tudo muito bem pensado e bem explicado...
É por isso que suas visitas me são tão importantes!
Muito grata, meu querido!
Imenso abraço!

Zélia Guardiano disse...

Oh, Jorge, Jorge, meu querido amigo
Penso que , talvez, a vida seja interminável construir/derrubar muros...
Mesmo esse, que acabo de erguer, tenho certeza de que, a médio ou a longo prazo, será derrubado, para que depois, algum dia, eu levante outro, e outro, e outro mais, enquanto a vida teimar em ser...
Muito agradeciada pela visita e pelo comentário, que me encantam!
Enorme abraço!!!

Zélia Guardiano disse...

Rossana, minha doce e querida amiga
É uma felicidade saber que você, com a sensibilidade que tem, gosta dos meus versinhos... Uma felicidade, pela qual fico-lhe muito grata!
Beijo...

manuel marques disse...

Os muros, como o cinto, não são muros enquanto se não fecham ...

beijo.

Lara Amaral disse...

Nossas facetas são assim: máscaras, muros, jardins cercados... nossos receios contra nossa suavidade de flor.

Beijos, linda.

Priscila Rôde disse...

Se caírem por terra,
vira poesia.

Um beijo.

Zélia Guardiano disse...

Amigo Manuel
Que pensamento lindo, profundo! Matéria para reflexão...
Grata pela visita!
Enorme abraço

Zélia Guardiano disse...

Isso mesmo, Lara, minha doce amiga!
Temos medo da suavidade... Que pensamento belo e original!
Beijão!!!

Zélia Guardiano disse...

Verdade, Priscila querida!
Tudo, pra nós é pretexto para uns versinhos...
Fiquei feliz com sua visita!!!
Grande beijo

Gaby Soncini disse...

De uma suavidade, mesmo em forma de muro.

Lindo Zélia!

Grande Beijo.

Paulo Jorge Dumaresq disse...

La Vie En Rose, Zélia.
Viva a vida!
Viva a poesia, que tão bem você sabe construir.
Estava com saudades.
Oxalá esteja tudo bem.
Aquele abraço, amiga.

Tania regina Contreiras disse...

Zélia, querida, grata por essa possibilidade que você nos traz de ver os dois lados de nossos muros (ah, como os temos!) e pela Poesia que possibilita essa percepção!
Beijo,
Tânia

IVANCEZAR disse...

Cara e coroa , ou como me cutuca a memória da infância: par ou impar ... Beijos do sul do Brasil !

Fouad Talal disse...

Zélia,
minha amiga!

tuas letras são hortências!
Dá vontade de se esconder no meio delas...

bjo grande!

Rayuela disse...

ambos lados del muro...
nuestros ambos lados...
será
derribado
el
muro?

mil besos,querida Zélia*

Helô disse...

Feliz sou eu, que vejo os dois lados com o mesmo encantamento!!! Dois lados floridos, alegres e de muito amor!!! Feliz sou eu, que tenho os dois lados como porto seguro!!! Feliz sou eu, que tenho os dois lados sem nenhuma dor!! Feliz sou eu, que tenho os dois lados nenhum rancor!!! Feliz sou eu, que AMO e sou AMADA pelos dois lados!!! Te amoo mãe!!!

Andrea de Godoy Neto disse...

Zélia querida,fico mesmo encantada com a delicadeza certeira das tuas palavras
Vim dizer-te que teu muro é poesia pura pelos dois lados...
mas depois do que a Helô disse aí em cima, o resto fica desnecessário ;)

beijo imenso, tecelã de tão lindas palavras

Zélia Guardiano disse...

Paulo Jorge, meu sempre amigo
Fui obrigada a ausentar-me por uns poucos dias, pois tive uns pequenos contratempos, felizmente já superados. Tudo bem, agora!
Sua visita e seu conmentário , como sempre, são uma festa para mim...
Grata, querido!
Enorme abraço!!!

Zélia Guardiano disse...

Tania amiga!
Se alguém precisa agradecer, sou eu...
Tua visita e tuas palavras são um lindo presente que me dás!
Muito grata, minha querida!
Beijos

Zélia Guardiano disse...

Ivancezar
Que delícia receber visita, comentário e beijos vindos de tão longe, de amigo tão querido! Lá do sul...
Muito, muito grata!!!
Beijo

Zélia Guardiano disse...

Ai, Fouad...
Suas palavras me amolecem o coração de uma forma incrível!
Obrigada, meu queridíssimo amigo!
Beijos para você...

Zélia Guardiano disse...

Rayuela,minha doce amiga
Todo muro é derrubado um dia, penso eu...
Há sempre um vendaval de emoções capaz de levar tudo pelos ares...rs...
Mil besos, querida*

Zélia Guardiano disse...

Helô, minha linda flor!
Estou feliz por mim e mais ainda por você!!!
Que bom vê-la assim, sempre pra cima, sempre entusiasmada com a vida, sempre repartindo comigo sua alegria!
Suas palavras são sempre doce para os meus ouvidos...
Eu te amo muito, muito, muito!!!
Bilhões de beijos!!!

Zélia Guardiano disse...

Minha doce e querida Andrea
Fico muito feliz por conseguir atingí-la com os meus modestos versos...
Você sabe como são despretensiosos e, ainda assim, gosta deles... Então, é de mim que gosta e a recíproca é verdadeira: também gosto muito de você!
Grata, amiga!
Enorme abraço!

Zélia Guardiano disse...

Gaby
Que bom receber sua visita!
Fico muito feliz por você ter gostado dos versinhos...
Vem sempre, querida!
Aqui é sua casa...
Enorme beijo!!!

Rafael Castellar das Neves disse...

Muito bonito e gostoso este texto...terminei-o com um sorriso de canto..rsr

[]s

Zélia Guardiano disse...

Oh, Rafael!
Que alegria recebê-lo aqui!
E que bom que gostou dos versinhos...
Vem sempre: a casa é sua!
Muito grata!
Abraço

Ribeiro Pedreira disse...

estás do lado certo!!!
bjs.

poetaeusou . . . disse...

*
muralha ? não,
uma fortaleza,
um bastião,um baluarte,
sim, superior á muralha da China,
a razão ?
nunca se derruba uma flor, jamais !!!
,
brisas serenas, deixo,
,
*

Zélia Guardiano disse...

Oh, Ribeiro, meu querido amigo!
Tomei essa decisão: ainda bem!
Grata pela amável visita.
Beijo

Zélia Guardiano disse...

Obrigada, meu querido Poeta!
Vens lá de além mar por minha causa, por causa dos meus versinhos... É honra demais!!!
E ainda me trazes presentes, as brisas serenas...
Adorei seu comentário! Aliás, como sempre...
Enorme abraço!!!

Mariazita disse...

Zélia, querida, há dias em que temos necessidade de construir muros. E, logicamento, o lado de dentro, que fica à nossa vista, procuramos enteitá-lo; do outro lado é a desolação total.
Mas lá vem o dia em que derrubamos os muros todos e podemos, enfim, "cheirar" a Liberdade!
Porque os muros, ao mesmo tempo que nos protegem, também nos isolam...e coartam a nossa Liberdade.

Lindíssimas as hortenses que usaste para "enfeitar" o teu muro :)

Noite feliz. Beijinhos

Domingos Barroso disse...

Digo teus versos
em alta voz
e me soa
um angelical
sussurro.

Purificam meus ouvidos
dentro da minha alma.

Carinhoso abraço.
(hei de seguir-te)

mdsol disse...

Querida Zélia

Completamente rendida às suas palavras. Completamente rendida ao seu estilo. Síntese essencial de sentimentos seguramente fundos.

Se quiser espreite aqui:
http://okayempatins.blogspot.com/2009/01/tem-horas.html

e veja só como de alguma coincidência, sobressai a sua clareza e economia.

Parabéns

:)))

Rodrigo Braga disse...

Duas cabeças, dois lados que um muro separa. O muro torna-se fundamental para existência.

Mais uma vez me surpreende e me toca, talvez por isso não deixo de passar por aqui.

Bjos.

Livinha disse...

Minha doce amiga,
Que bela muralha construite...
Sentar-se numa cadeira em frente e apreciar as flores que tão sutilmente encantam a vida.
O lado de lá, que importa, sem portas talvez contenha segredos. Segredos que te funcione como presente que desponta do lado de lá. Talvez a raíz das flores, que cava o solo e penetre por baixo, fluindo tbém de encanto a muralha d'outro lado, para que outros olhos tbém vejam esses que sequer tem um canteiro, o que dirá um tijolo para uma muralha construir.

Maravilhosos texto. Adorando te ler.

Saudades de você.

Bjs

Livinha

Vitor Chuva disse...

Olá Zélia!

Desta vez a metáfora é construida à volta de muros e muralhas, sem tijolos, e lindamente - como sempre.
Muros são mais para separar, enquanto muralhas serão mais para nos defender, correndo nós o risco de delas ficarmos prisioneiros, e acabando, por vezes, incapazes de saber viver no seu exterior.
O que nos protege ... igualmente nos prende.

Abraço amigo.
Vitor

Primeira Pessoa disse...

só memso o seu olhar para colocar beleza num muro.

belo, zélia.
belíssimo.

Juan Moravagine Carneiro disse...

Fiquei aqui imaginando esta escalada...

belo poema

abraço e agradecido pelas visitas ao Rembrandt

Pedrasnuas disse...

QUE BELEZA DE MURALHA...TECIDA A PÉTALAS ROSA SEDA...UM SONHO DE MENINA...UM SONHO PARA MANTER NATURALMENTE...

UM GRANDE ABRAÇO

Zélia Guardiano disse...

Oh, Mariazita, querida amiga!
Feliz, encontro-a aqui, quando tenho ainda na mente sua linda história do franguinho Francisco...rs... Inesquecível! Uma das melhores que já li em toda a vida...
Prestei muita ate~ção ao seucomentário, tão lúcido, tão interessante!
Muito obrigada, minha amiga!
Enorme abraço!!!

Zélia Guardiano disse...

Domingos, meu novo e querido amigo!
Que encantamento me causam sua visita, seu comentário e sua presença entre os seguidores!
Que palavras lindas me traz...
Fico felicíssima!!!
Vem sempre...
Muito grata!
Imenso abraço!!!

Zélia Guardiano disse...

Mdsol querida
Já corri até lá e fiquei impressionada. Deixei comentário em que repito que vibramos na mesma frequência...
E não é verdade?
Grata, amiga, pela visita e pelo comentário.
Sua prese~ça aqui é fundamental...
Beijo

Zélia Guardiano disse...

Oh, Rodrigo, meu querido e sempre presente amigo
Gosto tanto de sua presença, de seu comentário...
Talvez você não imagine quanto...
Sua sensibilidade me atinge em cheio: acerta bem no alvo!
Muito grata!!!
Abraço enorme!!!

Zélia Guardiano disse...

Livinha, minha linda!
Com você chega a luz, chega o sol, chega o brilho mais intenso...
Tem sempre uma palvra boa de se ouvir! Tem sempre uma palvra amiga, que foge ao lugar comum!
Sua visita me faz , sempre, muito bem!!!
Muito, muito grata,amiga querida!!!

Zélia Guardiano disse...

Que comentário lindo, profundo, bom amigo Vitor!
Li e reli, pois trata-se de um texto maravilhoso, propício para uma boa reflexão...
Sua visita é sempre extraordinária, acrescenta peso, valor, a este modesto espaço.
Muito obrigada, meu querido!!!
Abraço

Zélia Guardiano disse...

Robertíssimo!!!
É uma honra tê-lo aqui!
Então, amigo: ando prestando atenção a tudo quanto é coisa , e improviso matéria prima... Tudo serve para construir uma batatinha-quando-nasce... Uma pedra aqui, um muro ali, uma flor acolá, e vou driblando a vida...rs...A vida precisa de pretexto...rs...
Grata, querido!
Abração...

Zélia Guardiano disse...

Obrigada, obrigada, Juan!
E não me agradeça: visitar seu blog é mais do que um prazer...
Enorme abraço, querido!!!

Zélia Guardiano disse...

Pedrasnuas
Seu coração, sim, é feito de pétalas...
Que visita mais agradável !
Que palavras deliciosas!
Muito grata, amiga!
Beijo

Osvaldo disse...

Zélia;

Se todas as Muralhas fossem doces e suaves como essa idealizada por ti, as invasões seriam feitas com cravos e rosas e os oponentes se abrassariam!...
Que beleza de Muralha,... que doce poesia!.

beijonhos, Zélia.
Osvaldo

Mírian Mondon disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mírian Mondon disse...

Interessante Zelia, criamos muralhas que por vezes protegem, por vezes nos isolam,as vezes mantem o equilibrio em meio ao insano, as vezes nos guardando, as vezes nos matando. Assim somos nós, os países, as culturas, as crenças...
Por vezes derrubamos, por vezes levantamos pedra por pedra... e ai de nós se assim não fosse... e ai de nós porque assim é...
Mas a sua tem flores em volta, nem todas tem...
Lindo Zelia!
beijos

Zélia Guardiano disse...

Que doce visita, Osvaldo!
Que doce comentário , meu querido amigo!
Sempre me trazes alegria...
Muito, muito obrigada!
Enorme abraço!!!

Zélia Guardiano disse...

Mírian, minha querida amiga
Como você coloca bem a questão da muralha, esta incógnita que tanto mexe com a nossa psiqué...
Queremos muralha quando não a temos; queremos derrubá-la, assim que a levantamos...
Mistério...
Fico muito grata pela visita!
Beijo