
Vou pela rua...
Eis
Que
A cigana
Me aborda:
Quer ler
A minha
Mão
Aquiesço:
Por que não?
[Talvez
Até
Eu descubra
A razão
Deste
Taedium vitae
De toda
Esta
Amarração]
A gitana
Ametista
[Pedra
Semipreciosa?]
Inicia
A sessão
Enquanto
[Linha
Por
Linha]
Investiga
Minha vida
Também
Realizo
Pesquisa:
Perscruto-lhe
Os traços
Do rosto
[Vamos ver
O que
Decifro]:
Seu semblante
É hieroglifo
E
Eu sou
Champollion
Seu olhar
[Fraca luz
De vela
Quisera
Fosse néon]
Mal e mal
Alumia
A vereda
Que sigo
Com
Sofreguidão
Cuidado!
[Eu me digo]
Há perigo:
O abismo
A peseguição
Mergulho
Num mar
De
Conflitos:
Romênia
Punjab
Rajastão
Ando
Por
Caminhos
Bíblicos:
Caim...
Crucificação...
Comparo
Romani
Com
Hindi
Prácrito
Com
Aramaico
Punjabi
Com
Maharate
Emociono-me
Com Romána
No centro
De
Uma
Kumpánia
[A velha
Kampina
Arde]
Sigo
[Triste]
Aresajipe
E
Presencio
Porajnos
[Horror!]
Ouço
Ao longe
[Ainda bem]
Voz
Que me chama
De volta:
Senhora...
És infeliz
No jogo
Mas
Venturosa
No amor
[Ai
Que pena
Da mulher!]
Conforme
O combinado
Dou-lhe
Algumas
Moedas
[Não tenho
Dinheiro
Em papel]
E lhe desejo
[Para sempre]
A presença
De Devél
61 comentários:
Lindo! Lindo! Lindo!,amiga Zélia. Acho que você é uma musicista disfarçada de poetisa!
Um grande abraço.
[circulando no lado contrário da roda da vida, adivinhação é jogo de 50/50... tudo é resguardo, tudo é possível]
um imenso abraço, Zélia
Leonardo B.
Obrigado por me surpreender sempre que visito seu blog.
Caramba!!! A pujança de imagens e referências fez-me antever e ver, sentir e mesmo tocar as veredas e caminhos das linhagens da cigana... faz sina ação... ;)
Maravilhosaaaaaaa...adorei.
abraços
Hugo
Quanta sensibilidade! Muito lindo esse poema, minha amiga! Me arrebatou!
Abraço com carinho!
Fantástic.
"O destino conduz o que consente e arrasta o que resiste ."
Beijo.
A cigana lê mãos
e você, almas.
Beijo,
Doce de Lira
viajé junto a vos
abstraída la gitana
qué bello poema!
mil besos*
Lindo!
Quanta cultura!... Rimas gostosas!!!
Beijos =)
Minha pedra tb é ametista, mas minha cor não é o amarelo. Estou parecendo música do João Bosco né?!!!
Bjs querida.
ena, zélia, a isto chamaria uma visita guiada pelo mundo geográfico... mas sobretudo pelo da alma. referências distintíssimas bem açucaradas pelo baloiço das palavras que embalam o poema. perfeito!
um beijinho e uma bola-de-cristal, querida amiga!
Como sempre eis voce em grande estilo.
e eu aqui finalmente, dpois de 22 dias com
a INTERNET de volta ao lar...
bjs
O mistério da vida e da morte na palma da mão.
Estupendo, Zélia.
Mostraste toda sua cultura universal em versos.
Minha reverência, querida amiga.
Zélia
Que bom ler seus poemas, sentir sua cadência, ritmo, musicalidade. Desta vez a cigana passou de leitora a objeto de leitura. Coitada, não deu por nada!
Beijo
Minha senhora
Grata por a encontrar e ao seu blogs.
"Gigana" que lhe leu a sina
lhe disse mil coisas
de encanto e desencanto
a olhou nos olhos
e captou seu interesse
e seu mar de sentimentos
controverso, desconexos,
mas onde flutua o amor.
Esia é a minha análise, breve, muito breve, de si,
como se eu fosse Cigana.
Maria Luísa
tantos mistérios circundam linhas tortuosas na palma de uma mão,
abraço
Grata, Dimar, grata!!!
Você, sempre me estimulando...
Sua visita me faz muito bem!
Enorme abraço...
Leonardo, meu querido
Muito grata pela simpática visita...
Enorme abraço para você!
Eu, sim, devo agradecer-lhe pela adorável visita...
Grata, amigo Rodrigo
Abraço bem forte!!!
Que comentário estimulante, meu querido Francisco!
Fico-lhe muito grata por isso! Palavras assim me empurram para a frente...
Enorme abraço, amigo!!!
Obrigada, HSLO!
Obrigada!
Sua visita me alegra demais: vem sempre...
Abração...
Oh, Fabiana querida...
Que bom que você gostou! Isso me leva a novas experiências, a novas tentativas, querendo sempre acertar...
Beijo, amiga!
Formidável pensamento, Manuel...
É melhor consentir, com certeza... Assim, não seremos violentados pelo destino...
Abração, querido!
Obrigada, Renata querida!
Obrigada!
Você é um encanto, pura generosidade...
Beijo!!!
Saudades de tuas letras sempre tão bem dispostas e envolventes. Como esse conto-poesia, tão melodioso e encantador. Que a gitana esteja certa e que o amor faça morada em sua vida.
Um coração tão sensível capaz de tão lindas revoadas, merece estar sempre cheio da luz e da alegria do amor.
Beijos, querida, e apareça no Chocolate.
Não sei como me descobriu,mas obrigado pela sua visita..Gostei da descrição da leitura da sina...
Há 'ciganas' em todo o mundo e a lenga-lenga
é igual.Vou seguir, para vir com mais calma
Beijo
Já me faltam as palavras para expressar o prazer que é lê-la.
beijinhos, querida
:)))
Oi, Zélia, deixou-me uma impressão que não sei se tens entre tuas referências, mas algo me lembrou muito Neil Gaiman, autor de Sandman [história em quadrinhos para adultos] - é um clássico, premiado no mundo todo, ano retrasado [se não me engano] esteve na FLIP numa das tendas mais disputadas...
Seu destino se assemelha ao meu, então, amiga.
Beijo terno.
Grata, grata, grata, Rayuela querida
Se gostas, fico feliz! Teu aval é mais do que importante, posto que és poeta maior...
Grata, mui grata, amiga!!!
Mil besos*
Nadine...
Que bom que vieste, querida!
Tens sempre uma palavra de estímulo para mim...
Muito grata!
Beijo
Fatima, minha querida
Agora você me assanhou: adoro João Bosco! Adoro!
Sou fã de carteirinha...
Grata, amiga, pela visita, sempre festejada pelo meu espírito...
Enorme abraço!!!
Amei encontrá-la no meu blogs.
Obrigada,
Mª. Luísa
E o baloiço das tuas palavras me embala a alma, Jorge querido!!! Generoso que é, sabe sempre valorizar os versinhos desta aprendiz de poeta...
Muito grata, meu eapecial amigo!
Abraço bem apertado!!!
Tamar, Tamar, Tamar!
Que falta você faz nesta blogosfera!!!
Estou falando seriamente: este mundo virtual não é o mesmo sem a sua presença... Ai...
Bem, está de volta, isso é que interessa...
Já estive lá no Olho do Pombo, conferindo toda a lindeza...
Forte abraço, querida!!!
Amigo Paulo Jorge
Diante de você não sinto insegurança, tamanha é a sua generosidade...
Tem sempre uma palavra adequada para me impulsionar...
Obrigada, querido!
Abraço bem forte para você!!!
Contagotas querida
É preciso, de vez em quando, inverter os papéis, não é mesmo? rsrs...
Grata pela visita, amiga!
Beiijinhos...
Querida Maria Luisa
Que visita mais simpática a sua... Adorei!!!
Vem sempre, que será grande alegria para mim...
Muito grata!
Beijo
Nem fale, Assis, nem fale... É assim mesmo, como dizes...
Abração, querido!
Lua Nova!!!
Que bom tê-la aqui!
E ainda, tecendo este comentário tão lindo...
Adorei a visita!
E pode ter certeza de que irei ao Chocolate!!!
Enorme abraço, cheio de gratidão...
Andradarte
Muito grata pela visita!
Volte sempre...
Abraço
Oh,mdsol querida...
Tu és a gentileza personificada!
Muito grata pela amável visita...
Beijos
Querido Francisco
Não tenho, não, mas vou procurar!
Grata, amigo!
Abraço...
Até nisso somos parecidas, Larinha... Não falo sempre que vibramos na mesma frequência? Então... A diferença crucial, entre nós, é só a idade...rsrsrs...
Beijinhos, minha querida!!!
E eu adorei o seu blog!!! Belíssimo!!!
Beijo, querida...
A resposta acima é destinada para Maria Luisa.
Um ritmo interessante para o poema...fez como se eu estivesse presente...
Adorei...
Beijos e abraços
Marta
Obrigada, Marta!
Que visita agradável!
Vem sempre...
Abraço!
Versiprosa, como dizia Drummond. Deliciosa história e, sempre, com a originalidade de seu estilo. Parabéns, Zélia!
Poema-narrativa desses que só você sabe fazer. Formidável. E você introduz referências linguísticas e históricas com tal naturalidade que as torna simbólicas. Constatei a minha deprimente ignorância sobre os fundamentos dessa história transpessoal.
Parece-me que a conclusão é que pretender ler o futuro é vã pretensão; só podemos é ler o presente à partir dos meandros do passado. Talvez daí algum lampejo incerto de futuro.
Grande abraço, Zélia.
Obrigada, Gerana! Obrigada!
Sabe o que acontece? Gosto muito de poesia, e igualmente de histórias... Talvez seja esse o motivo desta minha maneira de contar causos, que você chama de meu estilo, o que muito me alegra...
Grande abraço!!!
Que belezura!
Sabes envolver o leitor em suas tramas...
Beijos, querida!
Cris, minha querida
Que bom ouvir isso de você! Dá-me coragem para continuar expondo os meus versinhos...
Grata, querida!
Grande abraço!
Marcantonio querido
Sua presença aqui é uma alegria só...
O comentário que me deixa faz-me , depois de ler e reler, refletir muito... Isso porque quando , no cotidiano, observo algo que me sensibiliza, penso logo em pegar papel e caneta, antes que a impressão evapore... E ali escrevo/apago/escrevo, até achar que está no ponto. Então publico. Acontece, porém, que a insegurança fica rondando... Quando você me diz que está bom, respiro aliviada. É isso...
Grande abraço, amigo!
Mas, Zélia, o que você aí disse serve perfeitamente para descrever o meu próprio processo de escrever ou pintar. Creio que não existe artista seguro, só aqueles que estagnaram ou perderam a capacidade de se espantar, de ensaiar, de duvidar das próprias certezas.
Grande abraço.
Querida, em atraso com as leituras, porque andei fora, eis que encontro essa bela narrativa. Eu confesso que me deixaria perscrutar por Zélia, em vez da cigana, porque o resultado é, inariavelmente, essa coisa bonita que você escreve e que eu tanto admiro...
Beijos,
T.
Uma crônica ritmada, um poema canção.
Uma história, uma viagem!
É tão bom que não sei falar...
bj, Zélia.
Rossana
*
Carmencita a ciganinha
vendia a ilusão
escrita nos traços da mão
Carmencita, Carmencita,
deixa-me chamar-te bendita,
por teres lido a sina a Zélinha !
,
que as linhas traçadas,
da saúde e do amor,
se mantenham em ti !
*
A mística do povo cigano, as premonições, o desejo de trazer o futuro e controlar o tempo.
Consegues mesclar as inquietações e as buscas de modo cadenciado.
grande baraço, Zélia
Olá Zélia!
É verdade que a cigana lhe leu a sina, a sua, mas a Zélia, numa inversão de papéis, foi-nos lendo a sina da cigana, e, tenho a certeza,saberá muito mais sobre a história dela do que ela própria alguma vez será capaz de adivinhar ... apesar de ser cigana.
O texto está lindamente construido, como sempre.
Um abraço amigo.
Vitor
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