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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Aridez


É um deserto
A minha
Cabeça:
Nada que
Nasça
Que cresça
Que voe
Que cante
Que viceje
Que floresça

Areia
Areia
Areia

[ Vida?
Uma serpente
A rastejar ]

32 comentários:

Manuela Freitas disse...

Olá querida amiga,
Tenho andado um bocado afastada dos comentários, falta de tempo e falta de disposição! Posso não comentar, mas leio os blogues que me dizem algo, como o teu e como compreendo tão bem este teu poema!...
Beijos,
Manu

Manuela Freitas disse...

Querida Zélia,
Se me permites e tomo já como permissão, porque é necessário quando te envio um comentário escrever aquelas letras malucas, se depois o comentário nem fica em moderação?
Essas letrinhas são uns empatas marraficos! rsssssss
Beijos,
Manu

Luciana Marinho disse...

o nada que é tudo...

beijoca!

Dilmar Gomes disse...

Olá querida. Quanta modéstia! Até pode acontecer, e acontece, em determinados momentos, quando sentimos dificuldade para criar e ficamos com a impressão de que os deuses ou deusas da inspiração nos abandonaram. Mas na verdade, são intervalos, são as entressafras; é a semente aguardando o melhor momento para romper o solo.
Um grande abraço, amiga.

Misturação - Ana Karla disse...

Apreciando positivamente.
Xeros

olhodopombo disse...

Recomendo-lhe chá de Alecrim!
manda um email para mim : ftm.pombo@gmail.com
e eu te mando os detalhes da colcha....

Leonardo B. disse...

[um deserto? não nunca:

"O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...

(...)

São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma."

... como versejava Pessoa]

Um imenso abraço, Zélia

Leonardo B.

Tania regina Contreiras disse...

Zélia, querida, se há deserto, teu poema é o oásis!
Beijos,

Andradarte disse...

A areia do <deserto é incomoda....mas gosto
da areia do mar...sempre nasce alguma coisa...
Beijo

Ingrid disse...

ainda bem que tua cabeça é fértil e somente por breves momentos te vez árida..
beijos querida.

Beth/Lilás disse...

Ah, Zélia, tem dias que a minha cabeça está mesmo assim!
Hoje é um desses dias, afinal com o calor infame que está fazendo neste Hell de Janeiro, só melhora com ar condicionado na cabeça. hehe
um super abraço carioca

Lúcia Soares disse...

Normal, para um ser pensante, Zélia.
Há dias em que simplesmente os pensamentos se descoordenam. Faz bem. Mas até da aridez sai um lindo poema de dentro de você!
Beijo!

manuel marques disse...

"Tantas cabeças, quantas sentenças: cada um tem o seu modo de ver ."

Bjos.

Multiolhares disse...

Mesmo na areia do deserto há vida, tu a tens dentro de ti
beijinhos

Fatima disse...

Flor,
publiquei um poema seu lá no meu perfil.
Vc viu?
Bjs.

Domingos Barroso disse...

e todas as tempestades de areia
ao te fazerem fechar os olhos
tu encantas com poesia
...

carinhoso abraço,
elevada poetisa
minha amiga.

Toninhobira disse...

O que mais dói não é esta aridez é esta serpente que insiste em circular por nossas mentes criando esta sensação de deserto,quando tudo que queremos é esta paz por perto.Lindo poetico Zelia.Abraços meus.

Assis Freitas disse...

um livro de areia, como o de Borges


abraço

J. disse...

Mas a poesia nasce em qualquer lugar, por mais inóspito que seja...

Parabéns pelo poema!

Beijos

Valéria Sorohan disse...

Coração dói. Coração se ajeita. Uma vez ouvi essa frase e nunca mais esqueci, e quando me sinto assim exatamente o que diz seu texto. É essa frase que me vem a mente.

BeijooO*

Pâmela Grassi disse...

Zélia,

O deserto é fértil também! De um deserto branco [folha qualquer] pode nascer palavras!

Beijos, queerida!

Jorge Pimenta disse...

querida e dulcíssima amiga,
coincidência incrível: escuto o álbum muller, de mão morta, no momento em que abro o teu blogue. tu declaras "é um deserto/ a minha cabeça"; adolfo luxúria canibal repete até que a voz lhe falhe "quem mora na minha cabeça?"
talvez a tua declaração final seja uma aproximação possível a todos os homens...
beijinho imenso!

Cida disse...

Há que se lembrar que em todo deserto existe um Oásis...
Que teus pés te levem até ele, é o meu desejo.

Obrigada pelo carinho que sempre deixas no mosaicos.

Te gosto muito! :)

Cid@

Mirze Souza disse...

Zélia querida!

Escondestes na fotografia os oásis de águas tão cristalinas que derramas todos os dias. A areta sob o sol, é pó de ouro!

ADOREI!

Beijos

Mirze

Cacá - José Cláudio disse...

É um tema que proporciona belo poema. Se fossemos falar da Zélia, aí não combinava. A cabeça dela é fecunda demais para entrar qualquer areia. Beijo grande, Zélia! Paz e bem.

Úrsula Avner disse...

Olá querida amiga,

ás vezes a aridez parece algo muito ruim mas o deserto pode ser lugar de (re)nascimento, fortalecimento, aprendizado, encontro consigo mesmo. Ótima reflexão pautada em versos ! Bj com carinho.

dade amorim disse...

Mas nem sempre o deserto é sinônimo de aridez!! Há muita vida nos desertos, na areia, nos poemas que falam de aridez, como esse teu.
Beijos!

Lara Amaral disse...

Deserto mais rico esse seu, minha amiga!

Beijo grande!

Wania disse...

Zélia

Às vezes, contra desertos é preciso que se nAJA!



Lindíííííssima poesia, parabéns!

Bjs

pensandoemfamilia disse...

Lindo.
Sabe a areia incomoda quandobate em nosso corpo ,mas é ao mesmo tempo tãoleve ee espessa e assim é a vida,
bjs,

Um Poema disse...

....

Amiga,
Creio que é fruto dos tempos, a aridez que campeia mundo além.

Um abraço

R.B.Côvo disse...

Concordo com a Lara Amaral quando diz: "deserto mais rico esse seu". Obrigado pela sua visita ao meu humilde espaço. Fiquei encantado com os seus textos.