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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Enquanto minha guitarra gentilmente chora


Aqui
Sentada
[Sozinha]
Olho
Para fora
De mim
E vejo-me
Logo ali
[Como num
Desdobramento
Astral]

Observo
[Aflita]
Que
[Mais
Ainda]
Envelheço
Enquanto
Eric
Clapton
E
McCartney
Cantam
Pra mim:
While
My
Guitar
Gently
Weeps

Constato
Que se faz
Necessário
Inventar
Um
Epílogo
Rabiscar
Um
The end
Para isto
Que sinto

[O amor
Dorme
Sono
Profundo

Não
Aprendo
Com o erro:
O chão está
Sujo]

Vou além:
Faz-se
Mister
Cremar
Sentimento
[Incinerar
Numa pira:
Lembrança
É a lenha]

E
Por mais
Consciência
Que
[Disto]
Eu tenha
Não resisto:
Repito
A música

Desta vez:
The
Beatles

41 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Meus queridos amigos
Recebi, de meu grande amigo de infância, Eigi Nakamura, de Curitiba, o maravilhoso vídeo de Eric Clapton e Paul McCartney tocando e cantando While My Guitar Gently Weeps.
Verdadeira nave: embarquei e voltei no tempo, para um outro tempo e acabei me assustando...rs......
Tive de fazer esses versinhos!
Valeu, Eigi!
Abraço bem grande, do tamanho da nossa amizade!
Para vocês, meus queridos, abraço do mesmo tamanho!

Assis Freitas disse...

música do Geoge Harrison que hoje deve estar dando uma canja numa banda de serafins, grande lembrança,


abraço

Dilmar Gomes disse...

Cara amiga Zélia, como é gostoso retornar ao tempo da nossa juventude. E que tempos! Belos dias! Obrigado por teres criado este belo poema.
Um grande abraço.

Fatima disse...

Minha amiga,
e vc que me emociona sempre!!!
Bjs.

Diana Ramos disse...

Tão bom ler o que voce coloca aqui!Emoção é a palavra certa. Beijo grande amiga.

Domingos Barroso disse...

perder-se assim,
dormir lembrando,
acordar atônita
(por tantas lembranças
reviradas dentro de ti)
há sempre de acabar em versos
(para o nosso contentamento)
...

carinhoso abraço,
elevada poetisa
minha amiga.

pensandoemfamilia disse...

Sempre é gostoso retornar no tempo. É a nossa história e o rever, possibilidade de transformar.
bjs

Beth/Lilás disse...

Olá, Zélia!
Entrei no teu blog por acreditar piamente que estivesses participando da blogagem coletiva, mas surpreendi-me ainda mais com este belo post em forma de poesia.
Cara amiga, esta é uma das músicas que mais amo dos fab four, na verdade de George Harrison, mas estava incluída na coletânea dos imortais Beatles.
"While my guitar gently weeps"
Tenho este CD com Harrison e Clapton e costumo ouvir toda vez que subo para Petrópolis, como num mantra para espairecer a aspereza da Linha Vermelha que tenho que atravessar sempre.
Amo simplesmente, não tenho outra forma de dizer a respeito desta música. Toda hora me em à cabeça e até já chorei inúmeras vezes ao ouvi-la de saudades dos bons tempos e desses que acalentaram nossos melhores sonhos.
Amei ver por aqui a carinha deles, neste momento então que estou impossibilitada de ir ao show de McCartney em Sampa.
Obrigada.
beijos cariocas

MariaIvone disse...

Pois é amiga estas recordações fazem-nos olhar para trás e sentir que o tempo passou. Mas convenhamos que, até que não passou nada mal, estamos frescas, alegres, sorridentes e lúcidas (será???). Quanto ao último atributo, depois de ler o que escrevi, começo um pouco a duvidar, no entanto, parece-me não haver nada a fazer, depois da irreverência da juventude há que aceitar um pouco de senilidade. :))
Grata por recordar "While My Guitar Gently Weeps", pela foto dos quatro rapazes do meu tempo e pelo seu belíssimo poema.

Beijos grandes e bom fim-de-semana

Rayuela disse...

hice con vos el viaje, Zélia!

mil besos*

Cacá disse...

O sonho não pode acabar nunca, Zélia. Meu abraço grande. Paz e bem.

Livinha disse...

Enquanto tua veste envelhece, tua alma rejuvenesce, colhendo da vida a razão.
Vem de pronto a consciência, te inspirando cançãoe não fica só uma nota, passarinhos te saúdam o refrão...

Minha amiga, a cada dia te superas.
Me encantei em todas as tuas letras, por toda a sua extensão. Viajei com as borboletas, pairei por sobre tua fronte e fiz a leitura do teu coração.

Que coisa mais linda...

Bjs querida Zélia,
Amo tu de montão!

Livinha

mdsol disse...

Abraço e beijinho, minha querida

:)))

Vitor Chuva disse...

Olá Zelia, amiga!

Para além de música que sabe bem ouvir e recordar, teve este vídeo ainda o préstimo de servir de pretexto para misturado com o teu imenso talento resultar num bonito poema, embora tristinho...
Pois é,Zelia, já lá vão uns aninhos! O melhor mesmo, se possível, será queimar as más memórias, e ficarmos só com as boas - que sempre nos fazem boa companhia.

Um abraço amigo.
Vitor

manuel marques disse...

Imagine

[...]
Talvez você diga que eu sou um sonhador
Mas não sou o único
Desejo que um dia você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só[...]

John Lennon


Beijinho e bom fim de semana.

Misturação - Ana Karla disse...

A criatividade está a mil por aqui.
Não sou desse tempo quando os Beatles estavam no auge, mas curtir e ainda curto demais esse quarteto.
E deixa a guitarra chorar!

Uma postagem maravilhosa.

(Fui ver a tradução da música antes de comentar,,, linda mesmo)

Valeu!

Xeross

Mirze Souza disse...

Nossa, Zélia!

Como são deliciosas essas viagens que você faz e nos leva. Emocionante!

Beijos

Mirze

Ingrid disse...

Músicas e cheiros.. nos acompanham em lembranças eternas..
belas palavras para um tempo..
beijos..

AFRICA EM POESIA disse...

Zélia


Vim caminhando devagar mas com segurança.
Um beijo

CAMINHAR


Caminhar e parar
Chegar e não chegar...

Caminhei...
E cheguei...
Parei...
E não cheguei...

A contradição
Do certo e do errado
O caminhar e o parar...

É preciso caminhar...
É preciso agir...

Só assim
Cheguei e consegui!...

LILI LARANJO

AGNALDO NO ESPELHO disse...

Zélia querida,

O melhor comentário é o silêncio. O silêncio emocionado e o nó na garganta.

[Parece que ouço a música; não quero interrompê-la com palavras].

Super beijo.

Solfejando poesia disse...

Zélia querida!
Lindo demais o seu escrito... fiquei babando. rs
Palavras fortes... gosto disso, meu anjo!

Estou no Repouso das Letras!
Venha me ver!

http://repousodasletras.blogspot.com/2010/11/ao-final-do-dia.html

Beijos!

Manuela Freitas disse...

Olá querida Zélia,
Quando já arrastamos em nós uns anitos, também trazemos conosco uma bagagem preciosa. Temos que saber caminhar o mais serenamente posível e se os Beatles nos possam trazer nostalgia, também trazem épocas da vida boas que vivemos.
Não penso muito na idade, não penso no futuro, penso ao acordar que tenho viver o melhor possível o meu dia!
Beijinhos e bom fim-de-semana.
Manuela

Machado de Carlos disse...

Belas lembranças dos bons tempos, mas as músicas, bem como as poesias das músicas estão presentes!

Agradeço-lhe pelos belos comentários em meus versos.



Um grande Abraço para você também!



Beijos



Carlos,

Marcantonio disse...

Surpreendente! A música é uma das naus preferidas da memória, talvez porque o tempo seja um dos seus elementos fundamentais.

Zélia, confesso que fiquei comovido com o seu comentário, e imensamente agradecido.

Um grande abraço.

Valéria Sorohan disse...

Texto gostoso, cheio de saudade.
Saudade é o tênue espaço entre o sim e o não.

BeijooO'

Jorge Pimenta disse...

zélia,
era miúdos quando os the beatles assombravam o mundo. o meu pai fez-me crescer com eles e com alguns dos seus acordes. subitamente, a viagem que empreendo não é à da guitarra que chora, mas à da criança e o seu tempo. hoje a guitarrada é outra...
um abraço com gratidão por esta viagem no tempo!

dade amorim disse...

Irresistível, Zélia. Para quem viu e ouviu esses meninos, é impossível não voltar no tempo e reviver, lembrar, vibrar de novo. Um poema delicioso que arrasta a gente junto.

Beijos.

Guará Matos disse...

Que postagem sublime!
Que viagem sem fim.
Demais, mesmo!
Bjs.
________
Se você puder, ou acreditar que deva, manda esse vídeo para mim. Sou absolutamnete louco por Eric Clapton e junto com Paul então, Meu Deus!
guara.matos@gmail.com

Silenciosamente ouvindo... disse...

Deixar um comentário para mim está a tornar-se
difícil, porque venho visitar um blogue,porque
tem por detrás uma pessoa e não tenho o direito
de estar a emitir opiniões que não me são
pedidas.Depois quando a poesia é boa como a sua
mais difícil se torna estar sempre a dizê-lo.
Então aquilo que eu quero transmitir é o meu
desejo de que esteja bem e a passar um bom fim
de semana.
Bj/Irene

olhodopombo disse...

Zelia esta cidade aqui esta fervilhando. Acredita que hoje, sabado todo mundo esta dormindo agora a tarde, para comemorar amanhã as cinco da manhã o Apice da festa de N.S.D'Ajuda? Vai ser um carnaval de mascarados que eles chamam de Embalo andando pelas ruas centrais da cidade atras de um grupo musical de samba de roda....e com muitos fogos,essa parte dos fogos eu não gosto.... e a festança acaba na frente do patio da Igreja , que é uma construção do sec. XVII...

Toninhobira disse...

Oi Zélia recebi o abraço e embarquei nesta viagem e refiz o caminho de um tempo de feliz idade, que deixou em nós esta marca, esta tatuagem efetiva.Lindo viajar com voce, lindo ler voce.Meu abraço de paz e sorte.Beijo de luz nos seus dias de real alegria.

Nadine Granad disse...

Se já gosto do que escreve... gosto do que escuta, rs!...

Sensações lindas ;)

Beijos =)

Rosemildo Sales Furtado disse...

O teu post e a bela imagem fizeram-me voltar ao passado e lembrar dos grandes meninos. Hoje, sinto pela falta dos companheiros que se foram.

Beijos e ótimo final de semana pra ti e para os teus.

Furtado.

Paulo Jorge Dumaresq disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo Jorge Dumaresq disse...

Zélia, os solos de guitarra de Clapton e Harrison não são mais gentis que o seu poema.
Sempre um aprendizado passar aqui e degustar seus versos.
Grande abraço.

Eliane Furtado disse...

O que é bom é bom mesmo. E eterno. Como seus versos.
Paul e Jagger no palco são grandes fenômenos em talento. bjs

Multiolhares disse...

Musicas intemporais, que nunca envelhecem e sabe bem nós podermos envelhecer escutando acordes que adoramos e continuamos a vive-los
beijinhos

Iara Moura disse...

Suas palavras sempre carregadas de muito sentimento. Belo post! Ainda mais se lembrando de Beatles!

Daniela Delias disse...

Teus poemas são sempre tão envolventes, amiga!!! Lindos! Bjinhos!

CAROLINA CAETANO disse...

Zélia, é difícil um poema conter tudo que você citou, contendo delicadeza e preciosidade. Você parece ter um tratado de carinho entre suas palavras e a representação delas. Sempre sinto isso nos seus escritos.
Lindo!
Um abraço, Zélia.

Cris de Souza disse...

ah, que máximo!

esse som mexe com a minha memória afetiva, feito seus versos.

beijo, querida.