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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Crença


Falta
Ponte
A interligar-me
Às minhas
Margens

Daí
O distúrbio
Que assola
O terreno
Onde piso:
Antagonismos
Nas sendas
Divergências
Nos escritos
[Enfoques
Diferentes
De uma mesma
História]

Não há mola
Propulsora
Para
O desfecho:
Postergo
Deixo
Para amanhã
[Prossigo
Na andança
Vã]

Avanço
Mais ou menos
Sem destino
[Certo]
Escolho
O caminho
[Ou
O caminho
Me escolhe]
Estou perto?

Ai
Que me ardem
Os olhos:
Quanto
Fixar
O horizonte
Na expectativa
De uma visão
Fantástica
Que nunca
Se efetua
Que nunca
Se consuma
[Quiçá
Miragem]

Faz-se
Necessária
Uma
Solução
Drástica
[Quem sabe
Esta noite
Que desponta...]

50 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

quem sabe agora versos despontem nos olhos da noite...para lhe oferecer uma estrela Zélia!

Versos inspiradíssimos esses hein!

Beijos

Lúcia Soares disse...

São as inquietações normais dos corações.
Todos os dias várias coisas nos escapam, encontramos outras, desprezamos umas tantas.
É o caminhar da vida.
Beijos1

manuel marques disse...

"O livre pensamento não passa muitas vezes de uma crença, que nos dispensa da fadiga de pensar."

Beijo.

Andrea de Godoy Neto disse...

Ah, minha querida Zélia, não há mesmo ponte que interligue nossas margens. Para experimentarmos nossos caminhos vãos, vagos, lagos, rios, só a nado. Só mergulhando inteiros nessas águas turbulentas que é a vida,ora nadando vigorosamente, ora se deixando levar pela corrente...

inspiradíssimo poema!

beijos muitos

Mirze Souza disse...

Maravilhoso, Zélia querida!

Você consegue fazer das palavras a ponte e a fonte para seus poemas.

Lindo demais!

Beijos

Mirze

Salete Cattae disse...

Sempre lindas as tuas palavras...

bjs

AGNALDO NO ESPELHO disse...

Zélia querida,

Quanto da decisão é realmente nosso? Os caminhos nos vão escolhendo, mais do que nós a eles. E isso chega a ter certa graça, porque, do contrário, estaríamos sempre no controle e tudo seria invariavelmente previsível.

Andar às cegas, desconhecer o rumo,campear em searas estranhas... A vida é realmente um emaranhado, um novelo que se desenrolou enquanto o gato o acudia para lá e para cá. E nós, desesperados por alguma ordem, tentamos encontrar a ponta. Mas, para que ponta, se a delícia é ver o gato se divertir?

Sigamos assim, sem pontes. Somos rios, abismos, precipícios. Profundos, desconhecidos, mas estranhamente belos e singulares...

Super beijo.

AGNALDO NO ESPELHO disse...

P.S. > Acabei de postar um poema, lá no meu ESPELHO que, humildemente, penso que dialogue com o seu...

(Se tiver um tempinho, veja o vídeo. É uma obra-prima).

Outro super beijo.

Andradarte disse...

Belo poema...palavras sábias...
Beijo

Katia Cristina disse...

Mais fácil tomar um atalho do que uma solução definitiva, porém drástica.
Algumas vezes também me sinto assim.

Lara Amaral disse...

Incrível como por várias vezes vc fala por mim, poetisa. Escreves com a alma e dizes pelas almas alheias também. Obrigada por isso, sinto-me menos só aqui.

Beijo.

Rosemildo Sales Furtado disse...

Quando chegamos em algum lugar que desconhecemos a sua origem, ficamos a mercê de tudo aquilo que nos é contado sem uma definição concreta, deixando-nos na incerteza, e impossibilitando-nos de uma tomada de decisão.

Beijos e ótima semana pra ti e para os teus.

Furtado.

José Carlos Brandão disse...

Eu creio,
portanto
existo
e mesmo
a noite
é bela
com tantas
estrelas
apesar
do abismo
infinito.

Abraços,
Zélia.

HSLO disse...

Maravilha de poema...gosto dos seus escritos.

abraços

Ingrid disse...

Zélia,
são belas crenças em incertezas que tuas palavras tão bem expressam..
a imagem das marges me encantou..
.."falta
ponte
a interligar-me
a minhas
margens"..
Grande beijo ..

MOISÉS POETA disse...

agora ja não falta mais a ponte.
e essa poesia vai te inundar a vida inteira...

estou maravilhado em passar por aqui !

beijo-te !

Livinha disse...

Zélia minha querida
Esses caminhos que buscamos, neles estamos.
A travessia é delonga, estamos vivenciando a cada fase as ilustrações que ela vem nos ofertando.
O que podemos fazer é dar um novo brilho, quando a paisagem não segue ao tom dos nossos anseios. Jogando tintas, pintando, levando nas rimas os sonhos. Sorrindo, vivendo, ainda que nos pareça sem graça e sem sal, podemos botar açucar.
Somos nós que perfazemos os caminhos me amiga e o que tu retratas, é de fato a caminhada que todos nós percorremos.
O que nos resta é acalmar os anseios, deixar que a vida nos leve e nos presenteie com o que virá. Somos artistas e temos nossas telas por reformar.

Teus escritos são formas que delineias a todos os seres desta vida. Podes acrditar.

beijos

Livinha

Carla Farinazzi disse...

Zélia,

Talvez a solução drástica se faça necessária, se for para o bem. Antagonismos, divergências, diferenças... e mesmo miragens são necessárias para continuar seguindo. Penso que o drástico só deve vir se for urgente e absolutamente necessário. Mas o seu texto me tocou, impressionante! Como sói acontecer com poetas que eu leio. E como sói acontecer com você...

Beijos e agradeço imensamente por seu carinho

Carla

Dilmar Gomes disse...

Olá querida amiga Zélia. Gostei muito do seu poema. Certamente, quem escreve, já se deparou ou ainda vai se deparar com momentos de angústias semelhantes aos descritos pelo seu poema; momentos em a vida e o ato de escrever se confundem, se interpenetram, se interseccionam...
Um grande abraço.

Márcia Cristina Lio Magalhães disse...

A simplicidade da tua poesia encanta pela profundidade do significado...

Deixo um beijo, com sorrisos...

Assis Freitas disse...

tudo é instável sob o signo da existência,


abraço

IVANCEZAR disse...

Quiça uma balsa, canoa - ou o desatino de nadar até a margem - ou prudentemente, a espera por outra solução ...

poetaeusou . . . disse...

*
Amiga,
,
és a Deusa da escrita,
ao sabor do teclado
interligas o impossível
com a possibilidade mínima,
belo !
,
e eu ?
eu sou um rio
sem margens
não quero ser comprimido,
quero alagar-te
com enxurradas de estima !
,
*

Rayuela disse...

tal
vez
en
la noche
que
despunta
se
abra
el
laberinto

(puntos de vista)

mil besos*

Vitor Chuva disse...

Olá Zelia, amiga!

É verdade, Zelia - estamos de acordo: a forma como vemos a vida tem muito a ver com os olhos com que a olhamos;daí que ela ganhe às vezes contornos tão diferentes,sem ligação, e para nós sem aparente explicação - que no fundo está dentro de nós.
Mas, como alguém terá dito, o caminho faz-se, caminhando, a vida vive-se, vivendo-a ... acreditando que a miragem ao longe se transformará em realidade.

Um encanto de prosa, inspirado como sempre.
Um abraço amigo.
Vitor

Cacá disse...

PERDIDO
Estranhamente confuso
Estranha mente confusa
Estranha a mente
Estranha, mente

Zélia, você além de ótima tem sempre o dom de inspirar. rsrs

Abração. paz e bem.

carlos pereira disse...

Cara Zélia;
Excelente poema.
No turbilhão das palavras a esperança de um caminho sem escolhos e de um amanhã cheio de sorrisos.
Gostei imenso.
Um beijo.

Fatima disse...

Passei para deixar meu bj carinhoso pro cê!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Zelia, Zelia.... ao ler, como que reescrevi no som da minha mente, estas palavras que pareceram (serão?) minhas, esse caminho sem portas e tão aberto de horizontes cegantes... a espera de algo, a espera do acontecimento....puxa vida, me tocou muito.

Colecionadora de Silêncios disse...

Olá, Zélia!

Estou de volta, depois de uma semana inteira fora e vim matar as saudades dos seus lindos versos... pôr a leitura em dia... rs

Adorei o poema!
Vc sabe muito bem usar as palavras e construir com elas pontes lindas na nossa imaginação! :)

Beijos, querida!

Diana Ramos disse...

Parece que arrancaste cada palavra de dentro de mim se eu poeta fosse.
Parabéns , minha querida pelo dom maravilhoso.

Paulo Jorge Dumaresq disse...

Nossa, Zélia, o poema é mui lindo. Adorei estes versos:
"Ai
Que me ardem
Os olhos:
Quanto
Fixar
O horizonte
Na expectativa
De uma visão
Fantástica
Que nunca
Se efetua
Que nunca
Se consuma
[Quiçá
Miragem]"

Diante de tanta beleza, congelo.
E soluções drásticas só na poesia.
Abraço do tamanho do Brasil, querida.

mdsol disse...

Oh minha querida

Quem assim sente é porque coloca a fasquia da sua vida bem alto e exige a si mesma um caminhar harmonioso com o antes e o depois, vivendo simples lidando como complexo ...

Beijos

:)))

Jorge Pimenta disse...

querida amiga,
eis-me de regresso, e logo numa altura em que aqui se fala de passos, veredas, atalhos e decisões. mas... não é essa a síntese maior da vida? o tempo a isto apenas me tem ensinado uma coisa: a pluralidade dos passos, das veredas, dos atalhos e das decisões. a caixa jamais estará fechada e os seus ângulos permanecem em construção.
um beijinho com um suspiro ateniense!

Graça Pereira disse...

Querida Zélia
Ás vezes a crença é ponte para chegar á outra margem! Talvez faltem apenas as luzes para que o caminho não seja uma miragem.
Ao ler o teu poema persistia em fundo uma melodia de violino longo capaz de vestir o meu coração com uma nuvem de lágrimas, encostado a uma saudade!
Lindo mesmo!
beijo
Graça

Em@ disse...

Revi-me. Tu foste o meu espelho!
beijo no coração.

pensandoemfamilia disse...

É a vida, cheia de incertezas,há momentos que buscamos a margem e não a encontramos , porém podemos ter crenças e com elas construirmos pontes.

Djabal disse...

No percurso entre dubitativo e questionador, o que é ouvido e sentido, nos dá indicação nítida caminho a ser percorrido. Para se descobrir que não existem respostas, apenas perguntas. Beijos

Wilson Torres Nanini disse...

Zélia,

Falta ponte mas vc atravessa voando! Com poemas assim, impossível, não ter asas. Aí, as pontes são prescindíveis.

Abraços!

Malu disse...

Olá, Zélia!
Gostei muito daqui, menina...
Afinal, o que são crenças? A cada dia elas mudam, renovam-se de acordo com a nossa forma de ver a vida... de acordo com os acontecimentos.
Pela explanação.
Gostei e estou a te seguir

Eliane Furtado disse...

Nestes versos você se superou.
Lindo, lindo.

Silvana Nunes .'. disse...

Bravo.
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... deseja um bom dia para você.
Saudações Educacionais !

carlos pereira disse...

Cara Poetisa Zélia;
Excelente poema.
Quem não se inquieta, não questiona ou não tenta desvendar o desconhecido, não vive a sua existência, em toda a sua plenitude e grandeza.
Gostei imenso.
Um beijo.

MariaIvone disse...

Zélia, estou em crer que não precisa cansar-se na procura. Cada vez que termina um poema, seu desejo se concretiza.

Beijos, grandes

dade amorim disse...

Nossa esperança se renova sempre. Felizmente, não é mesmo, querida Zélia?

Beijos

Pólen Radioativo disse...

Mesmo adiando e vacilando, seguimos, Zelia querida, crendo nesse caminhar que algo de bom nos trará.

Imagem linda... Versos ainda mais.

Beijão

Mariazita disse...

Querida amiga Zélia
Às vezes pinta mesmo uma insegurança na gente...
Em contrapartida, em ti há sempre uma segurança enorme na construçao de tão belos versos.
Lindo, lindo!

Bpm fom de semana. Beijinhos

Maria disse...

Querida amiga excelente como sempre.
Tenha um fim-de-semana cheio de paz e felicidade.
“Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.” (Mahatma Gandhi )
Beijinhos
Maria

CAROLINA CAETANO disse...

Eu ainda estou por buscar o poema. Ainda estou por não terminá-lo ao seu término, o poema. O poema, seu, é esta linha sob meus pés, continuando, continuando.
O poema, o seu, a linha, eu ainda estou por lê-lo, a busca.

Daniela Delias disse...

Creio que é nessa falta de pontes que os versos se apresentam sob os pés...que bonito, minha amiga, que bonito!