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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Caleidoscópio




Foi
Muito
Tombo
Escorregão
Queda
Tropeço

A alma
[Você
Sabe]
Não aguenta:
É feita
De finíssimo
Cristal
[Multicolorido]
Da Bohemia
E não
De
Mármore
De
Carrara
[Como
Alguma
Gente
Pensa]

De maneira
Que
Hoje
Sou
Apenas
Cacos
Estilhaços
Fragmentos

Ah
[Penso]
Se
Ao menos
Eu
Pudesse
Aproveitar
Todos
Esses
Elementos
Na
Confecção
De um
Caleidoscópio
Que
Encantasse
Alguém
Tanto
Quanto
Encantada
Com ele
Fiquei

No meu
Remoto
Começo

41 comentários:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Quebra.disso mas é belo... ;)

Domingos Barroso disse...

Daqueles poemas
(elevada poetisa)
em que me silencio
e apenas te peço,
gentilmente:
"dá-me um terno abraço,
minha amiga..."

emmimumsonhoazul disse...

_______________________________________

Por vezes, nos enganamos com a falsa ilusão de vidros coloridos...

Gostei do seu modo bonito, de cantar um desengano!

Beijos de luz e o meu carinho!!!

_____________________________________________

Michele P. disse...

São os tempos, quedas e escorregões que fazem de nós pessoas mais fortes, belas e humanas. Poema encantador,como sempre.

Beijo grande!

Livinha disse...

Há um jeito...
Recomece, costure, remende, cole. Os fragmentos não são de todos descartáveis, são preciosos ao teu viver...
A gente cai, levanta, ergue-se novamente, pois que cada pedaço, trás uma nota para mais uma canção...

LIndo dia pra ti Zélia minha doce amiga. Como gosto deti.

Bjs

Livinha

manuel marques disse...

A nossa alma é um barco em busca de um porto seguro.

Beijinhos meus

Cacá disse...

Zélia, parece que tivemos uma sintonia existencial/literária(meu mais novo neologismo, hehehe!). Ou então a vida nos proporcionou fracionamentos semelhantes e a literatura nos deu expressões semelhantes. Lindo demais, minha maiga! Abração. paz e bem.

Cacá disse...

PS: eu escrevi : LINDO DEMAIS, MINHA AMIGA (SAIU MAIGA)

Luis Filipe Gomes disse...

Zélia, a tua alma é esse caleidoscópio, mas não são cacos não, são estrelas de incontáveis céus.

Um Poema disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Um Poema disse...

....

Um desabafo que, afinal, acaba por ser transversal a tantas almas.
Gostei.

Um abraço para S. Paulo

carlos pereira disse...

Cara Zélia;

A vida é feita de fragmentos, de pequenos nadas, que pacientemente temos de conjugar e encaixar como num "puzzle"; no fundo pode-se ser feliz com as coisas simples da vida.
Belo poema.
Gostei muito.
Um beijo.

Lídia Borges disse...

O desejo da unidade na diversidade que nos constrói. Caleidoscópio de ilusões a projectar cores fugidias na sombra de um querer.

Um beijo

Multiolhares disse...

e quando os estilhaços acontecem, bem difícil se colarem
Bj

Manuela Freitas disse...

Olá Zélia;
Apesar de tudo, com imaginação, é sempre possível reunir os «cacos» e criar algo também belo!...A ideia do poema é excelente, tb transmite ânimo para as pessoas não desistirem, não baixarem os braços.
Beijinhos,
Manú

Em@ disse...

Zélia
__________mesmo sem caleidoscópio, os seu cacos-versos me encantaram a mim______________________

Chega para lhe dar um pouquinho de felicidade nesta altura de reflexão.escrita?
<3
beijo

Rayuela disse...

te
ayudo
a armar
el
caleidoscopio
como
hacía
mi
abuelo

y a mí
me deslumbran
tus
versos

mil besos, querida poeta*

Mirze Souza disse...

Zélia!

Sua essência foi criada no mais puro cristal. Com tanta luz que nos ilumina. Não quero os remotos tempos, mas esse teu tempo presente que esses poemas produzem e culminam em tanta beleza!

Lindo!

Beijos

Mirze

Daniela Delias disse...

Linda alma essa tua, feita de finíssimo cristal...puxa, quanta saudade de estar por aqui! Bjos, amiga querida!

Assis Freitas disse...

eu adoro a palavra caleidoscópio, num poema então, touché

abraço

Dilmar Gomes disse...

Oi amiga. Belo poema como fazer literário. No entanto, tenho certeza de que você é inteira, completa e cheia de vida.
Um grande abraço.

Chica disse...

Que lindo isso e adorei que me achaste.Vi teu perfi e que bom que resolveste escrever.O fazes muito bem!beijos e tudo de bom,nos veremos agora sempre!chica

Justine disse...

Belíssimas metáforas, Zélia! Poema encantador:))

dade amorim disse...

Um caleidoscópio é uma forma de magia. E um pouco dessa magia sempre fica, Zélia querida. Por isso sempre vale a pena. Um lindo e delicado poema, esse de hoje.

Um beijo com carinho.

Vitor Chuva disse...

Olá Zelia!

Alma, uns tê-la-ão em mármore, outros, certamente mais sensíveis, em fino cristal, mais frágil e quebradiço - e também mais difícil de consertar quando estilhaçado ...

Olhe,vou-lhe contar uma história, que espero não ache despropositada ... Quando era criança, lá na minha aldeia, em que dinheiro era coisa que não abundava, as pessoas utilizavam como recurso o consertar os pratos que se partiam, pois que não tinham outros em que comer.
O amola tesouras - quem os consertava - paciente, persistente, esmerava-se o melhor que podia: e o que dali saía era por vezes uma autêntica obra de arte, feita de todos aqueles cacos ...

Está lindamente escrito, para não variar.
Um abraço amigo.
Vitor

Graça Pereira disse...

Quando tudo se estilhaça...pegamos nos cacos, aos pedaços...espreitamos a luz que há dentro de cada um deles e encontramos muitos caminhos e em todos eles há mensagens...Tomamos as notas imprescendíveis...e lançamos os passos para diante!
Lindissimo poema!
Beijo
Graça

Cris de Souza disse...

Sua poesia é coisa fina, inebria.

Beijo, passarinha!

Cida disse...

Amiga, olhei por esse seu caleidoscópio, e enxerguei a minha infância!...=)

Eu tinha um tio do lado materno, que era frade, e sempre me presenteava com caleidoscópios que ele mesmo fabricava. Como me arrependo de não ter guardado ao menos unzinho!

Seu poema, como sempre, perfeito. Não tem nem o que dizer.

Beijo grande prá você, e fique com Deus.

Cid@

Jorge Pimenta disse...

a língua é um processo dinâmico de mutações permanentes, como o ser humano e a vida que o contorna. nada é definitivo; tudo está em transformação.
recorda, doce amiga, que antes da "desconstrução" existia a "construção"; na verdade, é de sufixos que os caleidoscópios se fazem, já que na aparente desfragmentação apontam à "reconstrução".
um beijinho, doce amiga!

romerioromulo disse...

um beijo, zélia.
romério

mdsol disse...

Beijo, minha querida.

[Tenho andado muito ocupada, é um conforto poder passar aqui]

:)))

Fatima disse...

Zelia,
nos somos encantados com vc!
Bjs.

Machado de Carlos disse...

Suas palavras encantadas se transformam num fantástico Caleidoscópio. Que bom poder ler cada palavra sua.
Foi gratificante para mim a sua visita. Obrigado!
Beijos!...

Flávio Morgado disse...

Belo texto. Gostei, Zélia.
Um beijo.

F.M.

pensandoemfamilia disse...

Olá querida
Muito interessante a forma que dispõe seus versos e como fala dos desancantos, das dores e tristeza.
bjs

Gerana Damulakis disse...

Uma idéia encantadora: ah, se fosse possível criar tal caleidoscópio. A ideia é mais do que encantadora, é poética. Vc é poética, Z.

Lara Amaral disse...

O poeta, esse ser que por conhecer tão bem a fragilidade da alma, descreve-a com cuidado, tentando zelar pelos vidrilhos, sorrindo e catando lágrimas refletidas nos ladrilhos...

Tão, tão perfeito seu poema, minha flor!

don vito disse...

Hola Zelia,gracias por tus belas palabras, un lujazo estar aquí, todo un placer...gracias, pasa buena noche,besos.

Diana Ramos disse...

Um desabafo que é um pouco de todos nós, mas recheado com tua poesia ímpar. Linda! Linda!

Lua Nova disse...

Caleidoscópicos são teus singulares e deliciosos poemas, minha cara Zélia, que me encantam como se eu fora uma criança assistindo pela primeira vez um colibri a beijar uma flor.
Assim como o Domingos, senti tanta ternura que me deu vontade de abraçá-la.
Beijokas, poetiza.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

LINDO!
Estive tão sem tempo...tenho que ler tudo.
Querida, um caquinho perdido no meu coraçaõ, até se mexeu..... cicatriz. Puxa, quem dera pudesse me encatar de novo.