
Ai
Hoje
Não há
Flor
Que me
Pegue
Nem
Passarinho
Muito menos
Estrela
[É um
Aperto
No peito:
A angústia
Chega
(Não
Quero
Vê-la)]
Teoricamente
Não há
Razão
Para
Queixa
[Chegou
A chuva
E
Lavou
A ficha
Suja]
O ar
Agora
É úmido
[Rinite
Afogou-se
Sinusite
Está
Na tumba]
E
Eu
Aqui
Nesta
Ansiedade
Diuturna:
Reação
Idiossincrásica
Ante a
Proximidade
Da
Pseudo-urna?
47 comentários:
Olá amiga. Muito bom! Um pouco de ironia não faz mal a ninguém... Acho que em determinados momentos, ela nos salva da loucura...
Por falar em rinite, eu também sofro disso, sobretudo nessa época do ano, mas dos males o menor...
Um grande abraço amiga!
Olá passei para conhecer seu blog, a vi no Caca.
Amei seu verso e comungo com vc nesta angústi.
Quero também observar que apreciei muito como apresentou o seu espaço e objetivos.
Vou estar por aqui outras vezes.
Abços,
É preciso brincar um pouco com as mazelas, não é mesmo, amigo Dilmar?
Nesta altura da vida, em que já vi muita coisa ( você também já viu: já falamos sobre isso...), se não desestressar um pouco, o bicho pega...rs...
Abraço forte, meu amigo!
Zelia querida!
Para isto só mesmo o humor, dos bons, como o seu!
Beijos
Mirze
Que ritmo incrível, Zélia. Angústia total para a farsa eleitoral. Bom final de semana, querida (talvez não no domingo...). Abraços!
Norma querida
Seja muito bem-vinda!
Sua visita e sua inscrição no rol dos seguidores deste modesto espaço, fazem-me feliz!
Já fui ao seu blog, também, e já me incluí entre os seus seguidores.
Então, sempre juntas!!!
Grata, querida!
Beijo.
Mirze, querida
Rir é o melhor remédio!
Até porque, isso tudo que vemos, seria cômico se não fosse trágico...
Grata, querida, pela visita e pelas palavras que me deixas!
Grande abraço.
Fred, Fred, Fred...
Que absurdo, não?
Nesta altura da vida, como é que eu posso acreditar em Papai Noel, em Coelhinho da Páscoa...
Deus tenha piedade de nós!
Grande abraço, amigo!!!
Not-urna... :D
Very, very good, dear Francisco! rsrs...
NOT-URNA!!!!
Boa!!!
Grande abraço, amigo!
Abraço
Ô Zélia, brincadeira séria como só você poderia fazer. As eleições, acompanhadas por uma acachapante sensação de Déjà Vu, podem sim provocar fadiga, stress ou até sensação alérgica. Rs. Nos eleitores, claro.
Grande abraço!
Amigo Marcantonio
Concordo com você em gênero, número e grau: eleições acompanhadas por acachapante sensação de Déjù Vu...
Nunca pensei, meu amigo, que nesta altura da vida(65 anos), teria de passar ainda por essa humilhação( porque é humilhação viver uma situação em que pessoas inescrupulosas querem nos impingir Contos da Carochinha, como se fossem histórias sérias )...
Muito lamentável...
Grata, meu querido, pela visita e pelo comentário.
Levarei "O Menino Do Dedo Verde"
para teclar por mim.
Terno abraço,
minha amiga.
Certo, meu querido Domingos!
Verde é a cor da esperança e esta é a última que morre...
Grata, amigo, pela visita!
Forte abraço!!!
Ah, todos nessa...
Muito legal o poema, tratou de forma real e leve o tema que nos absorve por esses tempos.
Beijo!
Lara querida
Você tem razão: não dá pra disfarçar...rs...
O tema nos absorve mesmo, por mais que tentemos deixá-lo passar despercebido.
Como ignorá-lo, se dele depende o nosso futuro...
Grata, querida, pela visita, que muito me alegra!
Abraço e beijinhos.
Como eu digo sempre vote consciente que os canditados não poderiam ser piores, triste demais a política.
Beijo
Pois é, a comédia tragica da politica é parecida em todo o lado.
PS: Querida Zélia, li o seu amável comentário no blog do Luis sobre o meu trabalho. Muito obrigada. Para mim também é um grande prazer trocar o ocasinal cometário consigo.
Não é um dos melhores assuntos pra comentar.
Mas, enfim...
Eu fui daqueles adolescentes que viu a repressão. E vi meu pai fugir uns dias, por causa de uma simples liga de dominó. E esperei a democracia como poucos.
Agora ela chegou.
E eu tenho paciência com ela.
Ela é muito recente.
E é por isso que eu voto.
Antes essa democracia ilusória do que uma ditadura, seja de esquerda ou de direita.
Aos poucos iremos aperfeiçoá-la.
Nem tudo está perdido.
O problema é que as pessoas de bem não querem ser candidatas, né.
Bem, acho que ainda tem pessoas de boa vontade militando. Acho que sim...
Escolherei uma delas.
Amigo Eurico
Você tem razão: não é o melhor assunto para comentário...
E compreendo-o perfeitamente , uma vez que também minha família sofreu demais com o golpe de 64. Tive o pai , tio e primos foragidos, presos, etc, etc. Lembro-me perfeitamente de tudo: tinha vinte anos.
É por isso que assino embaixo, quando você diz que é preferível um arremedo de democracia do que uma ditadura, seja qual for sua orígem. Indiscutivelmente!!!
Grata, amigo, pela visita e pelo importante comentário!
Forte abraço.
Querida Luiza
Você usou a expressão correta: triste demais!
Fazemos nossa parte, caprichamos na escolha , mas ...UFA!!! Não é fácil! Mesmo os "bonzinhos", quando chegam lá viram a cabeça(como dizia minha avó )...
Mas, vamos em frente!
Grata, amiga, pela visita, que muito me alegra!
Beijo.
Querida Zélia
Você faz poesia de todos os actos sua vida. É uma arte a somar à arte das palavras. E como gosto de as ler!
Bom voto!
Beijinho, do lado de cá das águas.
:))
Oh, Beatriz querida
É sempre uma honra recebê-la aqui!
De fato, ao tomar conhecimento de sua exposição , através do blog do Luis, senti um desejo imenso de poder visitá-la! Seria maravilhoso...
Receba um forte abraço!
É, Zélia, estamos vivendo na prática o maquiavélico axioma "os fins justificam os meios." Dá um desânimo, uma angústia! Abração. Paz e bem.
Amiga mdsol
Vivo com a antena ligada...rs...
Gosto de escrever sobre o cotidiano. Até porque minha vida não é muito rica em acontecimentos extraordinários. Se eu fosse esperar por eles, pouco escreveria...rsrs...
Que bom que me desejas bom voto, porque não está fácil...rs...
Grata, minha querida, pela visita e pelas amáveis palavras!
Abraço e beijinhos.
Cacá, meu querido
Disseste bem: desânimo e angústia são as duas palavras que melhor descrevem meu estado de espírito!
"Os fins justificam os meios"... É esse aí, meu amigo, o pensamento de muitos... E o pior é que no fim constatamos que o fim não era tão bom assim...rsrs... Rir para não chorar!
Paz e Bem!!!
Um recurso literário e tanto é a fina ironia. Gostei!
Zélia,
você protagoniza versos inconfundíveis!
já os eleitores não passam de coadjuvantes nesse jogo de cartas marcadas.
bjo terno minha querida!
Zélia
Você é uma poeta de mão cheia, não tenho mais dúvida! Adorei a brincadeira poética-reflexiva.
Beijos
Querida Zélia,
compartilho profundamente do seu sentimento tão bem versejado neste poema. Também me angustio com a proximidade das eleições, sobretudo porque a esperança parece tão tênue, diante do quadro lamentável da política em nosso pais...Espere que o resultado nos favoreça ou pelo mesmo não piore a situação vigente... Bj.
Eu gosto tanto da tua delicadeza!
eleição... urna... cadáver... poderia ser este um campo semântico quando pensamos no artificialismo da política, verdade? olha, no meu país, mesmo sem eleições aí, acabámos de bater de tal maneira no fundo que já se enterra o povo mesmo sem urna... são valas comuns... irra!
um beijinho, zélia! desejo não tanto que saibam escolher bem, mas que quem seja eleito justifique estar à altura das inquietações de quem elege.
zélia,
desencantei-me e não é de hoje.
e não se continuo de braços cruzados, não sei... tô meio "adiantado"na vida... eu sei......
não.
não sei...
dá um atavismo, né?
beijão,
r.
Amiga Gerana
Pra mim ainda vigora aquele velho ditado: brincando pose-se dizer verdades... Um pouco de ironia fluidifica a ideia muito densa, pesada, e transmite , do mesmo jeito, o que pensamos...
Grata, minha querida, pela visita e pelo simpático comentário!
Beijo
Isso mesmo, amigo Fouad: jogo de cartas marcadas! É por isso que digo "pseudo-urna"...
Tudo muito lamentável!
Ai, querido...
Estou tão cansada!
Grande e carinhoso abraço.
Querida Michele
Tê-la aqui é uma alegria!
O fato de você gostar dos meus versos me faz muito feliz, pode ter certeza!
Grata, amiga , pelas palavras amáveis!
Abraço e beijinhos.
Úrsula, Úrsula, Úrsula...
O cansaço vai abatendo a gente, como dá a entender o Roberto, logo abaixo.
Veja, minha amiga: nasci em 1944... Aos dez anos ouvi, no rádio, o Reporter Esso anunciar, em edição extraordinária, o suicídio de Getúlio Vargas; aos vinte, sofri na pele a loucura do golpe de 64... Vivi os anos de chumbo... Depois, vi "Diretas já", vi eleição de Tancredo, vi a "diverticulite" levá-lo antes da posse, vi a eleição de um "moço bonito" chamdo Fernando Collor, vi uma xará minha fazer miséria num ministério... Por fim, vi um "homem do povo" chegar à presidência, vi seus auxiliares* enfiando dinheiro na cueca, na meia, na mala( sem o seu conhecimento, é claro...)rs...
*Muitos deles, gente da resistência contra a ditadura...rs...
Amiga,lamentavelmente, não vejo luz no fim do túnel!
Sá Deus, para acender uma tocha...
Grata, querida , pela presença tão importante para mim.
Abraço e beijinhos...
Obrigada, Sidney querido!
Pela visita e pelo comentário gentil...
Forte abraço, amigo!
Ai, Jorge, meu grande amigo!
Ai, ai, ai!!!
Fazes destaque perfeito:
Eleição... Urna... Cadáver...
Sonho morto e sepultado!!!
Olhe, querido, que já acreditei, e muito!
Sempre achei que dava para ter fé...
Agora, estou cansada.
Demais!
Vamos esperar em Deus...
Abraço bem apertado!!!
Roberto, meu querido
Você está meio "adiantado" na vida... Eu também estou. Até diria, "bem adiantada"...
Entendo-o perfeitamente!
Sei exatamente o que está sentindo!
ATAVISMO... Boa palavra!!!
Grande abraço, amigo!
Zelinha, com toda sinceridade, gostaria de passar bem longe dessa urna, mas sou obrigado por lei a encará-la.
Um horror essa obrigatoriedade.
Mas o seu poema não tem nada a ver com isso diretamente.
É ótimo, como tudo que escreve.
Grandes dias e forte abraço, querida amida.
Ah, Paulo Jorge!
Também sou levada pela obrigatoriedade...
Certo você: isso é um horror!
Grande horror!
Ainda se fosse urna... mas não: é pseudo-urna...
Obrigada, querido, pela presença!
Enorme abraço!!!
E eu aqui, viajando em tuas palavras. Mergulhando nos teus versos.
Espaço lindo, que merece sempre ser visitado!
Um abraço!
Seja muito bem-vinda, Carol querida!
Que bom que você gostou deste meu modesto canto!
Fico felicíssima!
Vem sempre que puder ou quiser: esta casa é sua também...
Grande abraço!
Querida Zelia obrigada por participar com tanto carinho dos meus ultimos momentos de alegria!
Aqui no seu blog tudo termina em poesia, nada melhor do que um poetar sutil como o seu para interpretar nossas angustias e expectativas!
Parabens, voce se saiu incrivelmente bem num tema tao espinhoso!
beijos e otimo final de semana!
Zélia, o humor nos salva nos momentos de aflição...
Votei em Marina que, no meu entender, apesar de ser verde é a mais madura em suas convicções...
Tá... desculpe a piadinha... rsrsrrs
Beijokas.
Zélia, adorei seu poema. O circo é o de sempre... Na minha idade, confesso, já estou cansada...
No espetáculo sem intervalo,
das artes, a mais conhecida;
algodão doce na ferida,
maçã mal amada,
pipoca
ao invés de pizza..
Nem orégano nem muçarela,
É pular, pular, pular,...
e tentar não sair da panela...
Bjs, querida.
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