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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pensando bobagem


Ah
Ser
Uma
Bola
De sabão:
Delicada

Flutuar
Até
Ficar
Cansada

Estourar
Na borda
De
Um cálice
De
Licor

No cetim
Da
Pétala
De
Uma flor
[Mesmo na
Gavinha do
Amor-agarradinho
Ou
Até no
Espinho
Da
Coroa-de-cristo]

Na
Penugem
Da
Asinha
De um
Beija-flor

Que fosse:
Na
Aresta
De
Um Penhasco
[Ninho
Do
Condor]

Numa
Ponta
De
Estrela
Da
Ursa Menor

[Estourar...]

47 comentários:

Márcia Cristina Lio Magalhães disse...

"No cetim
Da
Pétala
De
Uma flor..."

Essa tua poesia acetinada Zélia minha querida, estourou dentro do meu coração, e ficou...

beijo com sorriso!

Pablo Rocha disse...

Esourar sempre em situações de versos diferentes, mas estourar pra se fazer nova bola da sabão sempre! Deliacado, Zélia.

Beijos!

pensandoemfamilia disse...

LINDO, AME XOMO SEMPRE.
BJS

dade amorim disse...

Um poema que se vê, mas não se pode tocar.
Lindo, Zélia.

Beijo.

Leonardo B. disse...

[dança maior para uma bola de assoprar nos ventos... leve como o algodão e papel onde se inscreve, a bola de sabão]

um imenso abraço, Zélia

Leonardo B.

Manuela Freitas disse...

Que poema suave e bonito, como uma bola de sabão e não deixei de me recordar das bolas de sabão que em miúda eu fazia e depois tinham reflexos maravilhosos!
Querida amiga, a tua inspiração é fascinante e faz-me levitar!
Beijinhos,
Manú

Cacá disse...

Sendo no mais sensível dos lugares ou no mais inóspito pouso, o mais importante foi a bolinha não perder suas propriedades de bolinha, até estourar numa estrela. Muito lindo, Zélia! Meu abraço. Paz e bem.

mundo azul disse...

_________________________________________


...ser uma bolha de sabão... Nunca pensei nisso.

Gosto muito da leveza da sua poesia, Zélia!



Beijos de luz e o meu carinho...

_____________________________________________

Vitor Chuva disse...

Olá, Zelia,amiga!

Bolinha de sabão, um mundo de fantasia e sonho em que nos fazíamos transportar quando crianças, até ela rebentar - quando na nossa inocência, julgávamos que o seu encanto na mão podíamos capturar ...
Aqui, o encanto está na beleza colorida deste lindo texto, que o espírito nos põe a pairar.

Obrigado pelo comentário.
Abraço amigo.
Vitor

Lara Amaral disse...

Ah, viajei sonhando acordada, imaginado-me nesta bolha.

Beijo, querida!

carlos pereira disse...

Cara Zélia;

Na leveza da bola de sabão toda a magia e beleza da sua poesia.
Gostei imenso.
Um beijo.

Jorge Pimenta disse...

doce amiga, fizeste-me recordar antónio gedeão, na leveza dos movimentos que magistralmente conduzes, neste caso ironicamente ameaçados pelo verbo que subtilmente enclausuras nos parênteses ("estoura").
aqui, o poema de gedeão:
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

manuel marques disse...

Bobagem? não minha querida,lindo ,lindo,lindo.

Beijinho querida.

Beth/Lilás disse...

Olá, Zélia!
Vim conhecer teu cantinho e percebo uma ótima poetisa, que bacana!
um grande beijo carioca

Mirze Souza disse...

Lindo, não Fantástico!

A suavidade da bolha de sabão, é a mesma da tua poesia, Zélia. Cores, multicores e brilho, mas de uma delicadeza tão grande que estouram.

Tomara que haja sempre muitas bolhas como esta.

Beijos, querida amiga!

Mirze

Fatima disse...

Vc Zelia,
sempre tão delicada!
Bjs.

Toninhobira disse...

Onde ficou a bobagem Zelia? Que bela inspiração,que leveza para retratar as coisas suaves finas. Esta bola tem vida consegue tocar a borda fina de uma taça,pousa soubre um espinho e sai feliz colorindo o mundo com seu voo mais intrigante e arriscado.Sempre uma estrutura maravilhosa com amplo dominio das palavras fazendo uma montagem magistral.Parabens de bolinhas coloridas.Meu abraço com a admiração efervescente.

Carla Farinazzi disse...

Zélia, que lindeza! Ser uma bolha de sabão e estourar na ponta da Ursa Maior... Lindo, lindo!

Beijo

Carla

Tania regina Contreiras disse...

Querida Zélia, eu menina era apaixonada por bolas de sabão, eu adolescente, eu adulta, eu para sempre me encantarei com bolas de sabão. No seu poema me vi, reflexo na transparência colorida: lindo!
Bjos

Livinha disse...

Talvez seja essa a carruagem quando um dia em planagem, possa assim atingir as tuas estrelas...

Uma noite linda pra ti

bjs

Livinha

Rayuela disse...

[para volver a volar]

besos,Zélia*

contagotas disse...

Bola de sabão é lindo de ver. Apetece brincar, correr, agarrar.
Flor de sabão é estranho de ver. Apetece observar, analisar, compreender.
Poema de sabão de Zélia Guardiano, não é bobagem, é lindo de morrer. Apetece guardar, declamar, reler vezes sem conta, na esperança de se ficar poeta por osmose.

Querida amiga, mil beijos esvoaçantes como bolas de sabão

MariaIvone

Marli Borges disse...

Oiiiii
Linda poesia. Leve e delicada. Bjss

Daniela Delias disse...

Minha querida!!! Aqui a delicadeza é levada ao extremo!!! Que doçura de poema...
Bjos

Dilmar Gomes disse...

Querida amiga Zélia, se pensar assim fosse bobagem, certamente que o mundo estaria livre de bobagens. Isto é pensar poeticamente. Que bom que a poesia está impregnada na sua vida, no seu sangue, na sua alma...
Sabe, há muitos anos, fiz um poema depois de um beber umas - hoje bebo somente água - e o título era o " o Prazer de dizer bobagens". Era um poema muito extenso que continha muitas bobagens mesmo. Fui jogando palavras a esmo e no fim deu umas cinco folhas escritas a lápis - naquele tempo computador era para poucos - por fim acho que o perdi. Hoje me arrependo por não ter guardado os poemas do passado. Acho que eram bem fraquinhos... mas...
Um grande abraço, minha amiga.

AGNALDO NO ESPELHO disse...

Zélia,

Tão boa a atividade, que deveríamos cunhar um verbo: "bobagear". A bobagem alimenta de leveza os espíritos atribulados. Nos "desamadurece"; sou capaz de apostar que a leveza nos faz recuar uns 10 anos a cada sessão (é pena que o efeito dure apenas o tempo da aplicação, mas já vale).

Fazendo as contas, umas dez infantilidades por dia deve nos manter alegres o dia inteiro (já está bom, não é verdade?); o resto a gente estoura, na ponta da estrela.

Super beijo.

Valéria Sorohan disse...

Zélia,

Que sofrer gostoso!

Justine disse...

Às vezes é mesmo preciso estourar, para tornar a renascer leve, delicada e doce...
Muito bela a maneira como o dizes:))

Luria Corrêa . disse...

Ser uma bola de sabão e tornar-se forma livre para viver, arriscando-se ao estouro ou não . Adorei a poesia Zélia!

beijos :)

Adriana Karnal disse...

Zélia,
vejo pela tua bola transparente...a Ursa menor é tão grande.Lindo, lindo!

Uni ver sos disse...

QUerida Zélia,

sua bobagem é a mais singela poesia,
isto prova o quanto precisamos dessa leveza
que nos falta em nossas composições,

minha admiração sempre,,

Ξ ѕ t є я ☆

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Zélia.
Vim te agradecer aos votos pelo meu aniversário!
E aproveitei para conhecer o seu espaço, que é cheio de talento!

como vc escreve bem, eu queria saber escrever poesias! estarei aqui novamente, gostei muito do que vi.

um bom dia pra vc, muito obrigado!

Assis Freitas disse...

pensar bobagem é bom prá pele e pros sentidos,


abraço

Mimo Chic disse...

Querida Zelia, que presente ter entrado na sua casa virtual,
quanta cultura e amor na sua escrita!
Nossa, estamos felizes de te conhecer, e ler muito por aqui!
Bjs com carinho
Lulu & Sol
esperamos retribuir com o mesmo carinho em nosso blog...
seguiremos com o seu!

mdsol disse...

Qual bobagem, minha querida

Volto de minha viagem à Galiza e encontro a leveza de uma bola de sabão bem contada!

Boa sorte no 2º turno!

:)))

Úrsula Avner disse...

Oi Zélia, que mimo de poema... Tão delicado e especial quanto a bolha de sabão. Grata por seu carinho ao comentar sobre o lançamento do livro das doze "Marias". Bj.

Lua Nova disse...

Apesar da delicadeza dos contornos, estouram-se as bolas de sabão e fazem respingar palavras macias dentro do meu coração.
Minha poetiza, um poema translúcido e cheio de magia...
Beijokas.

Wanderley Elian Lima disse...

Oi Zélia
Quem dera pudéssemos voar. Mas como não podemos, resta-nos voar com as asas da imaginação.
Bjux

Gerana Damulakis disse...

Encantador. Durante a leitura, belas imagens vão se formando. Ao estourar a bolha a sensação é a de um sonho que se acabou.

Priscila Rôde disse...

Adoro os seus versos, Zélia! Tens algum livro publicado?

Beijos!

Mírian Mondon disse...

Zelia querida, amei sua visita no blog, demorei a vir pela correria dos ultimos dias, mas nào me esqueço de voce, isso não e valeu a visita como sempre, só que dessa vez me deslumbrei!

Eterea, encantadora e surpreendente. A melhor poesia que já li sobre as adoraveis bolhas de sabao. Um primor! Amei de paixão!

beijos Zelinha e volto em breve porque nao posso perder nem uma gota da sua deliciosa inspiração!

Beijos e até breve

Nadine Granad disse...

Zélia:
Estou ensaiando todos os dias para comentar...
Gostei demais... penso bobagens que por vezes o vento leva - tão leve!...
Beijos =)

... a me encontrar nos versos alheios...

Fred Caju disse...

Zélia, você sempre me brinda com um espetáculo de simplicidade. Nunca vi tanta beleza no ciclo de vida de uma bolha de sabão. Como é bom estar por aqui com suas palavras.

Cris de Souza disse...

esse poema é um arco-íris!

Maria Helena disse...

Oi Zélia, seu poema fez mimetismo com a bolinha de sabão...Suave, delicado...Gostei do seu sítio! Muita Pz e luz!

Fernando Campanella disse...

Uma bolha como uma metáfora para a integração, pela beleza (e delicadeza) ao princípio universal. É nessas 'bobagens', coisas que as crianças dizem, que reside e essência que tentamos, adultos, recuperar.
Belo poema, minha amiga, um doce perfume dele emana que a coloca em sintonia com nossa grande Cecília, poeta que adoro.
Bjinhos, obrigado pela linda presença em meu blog.

Costurando-Marias disse...

Belos Poemas!!!
Namastê!